Desvaneio sobre as ruas onde durmo

 

Nunca vi santos ao meu redor
falsos, tantos…sem pudor
em publico moralistas
em privado um bando de brochistas
dizem-se incapazes de trair
mas com tanta gente com cornos fazem-me rir
numa relação gostam de sinceridade
mas olhos nos olhos nunca dizem a verdade
incapazes de ser verdadeiros
cambada de punheteiros
e abominam a juventude
como se nisso existisse alguma virtude
mas depois nos classificados de jornal
ligam sempre para a universitária… normal
e condenam quem foge aos esquemas
cheios de dramas e teoremas
são contra o homosexual
mas gostam do dedo no cu, que banal
não gostam de algemas nem de chicote
mas as casas de BSDM estão cheias ao barrote
e dizem que as orgias
são coisas frias
e que a dominação
não dá tesão
quanto mentem estes santos
em casa, na rua, em todos os cantos
e eu por cá me fico
na rua onde durmo
sem santos ao meu redor
sem deuses nem fervor
sem profetas nem amor
mas sei que na minha condição
não julgar é redenção
e então vivo tranquilo neste banco de jardim
com muito pecado e chá de jasmim.

Giacomo Casanova do Bairro Alto

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Que o teu olhar brilhe sempre que cruzar o meu

Que o silêncio fale mais alto e que este desejo de amar se realize na tua pele.
Que a doce melodia dos teu gemidos seja a minha musica de bom dia e que o teu abraço afaste o meu cansaço.
Que o teu olhar brilhe sempre que cruzar o meu, e que nos falte o ar de tanto beijar.

 

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Não sou nem nunca fui um escritor, sou só um tipo que escreve sobre uma vida que muitas vezes foi deliciosamente errada

Não sou nem nunca fui um escritor, sou só um tipo que escreve sobre uma vida que muitas vezes foi deliciosamente errada e que nas vezes que foi certa eu acabei por errar… é isso, sou um contador de erros, uns atrás dos outros, uns pornograficamente saborosos, outros que ainda trago cicatrizes bem visiveis, erros por amor, erros por ciumes, erros por paixão, alguns erros de pura tesão, erros a mais talvez…. mas faria tudo outra vez.
Escrevo de forma confusa, fruto da minha mente simplista, não sei usar as palavras caras de tantos autores, não sei descrever borboletas com tantos amores… mas sei errar e como tal vou continuar a contar.
Porque a vida pertence aos sonhadores, aos que não temem cair.

Bom diaaaa Casanovas

 

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Somos filhos do vento

Somos filhos do vento
paixão do momento
que amanhã desaparece
mas hoje enlouquece
e cavalgamos emoções
por vezes desilusões
e de cabeça erguida
seguimos a nossa vida
fortes a cavalgar
sem desistir de amar
e nem raios ou trovões
destroiem as nossas paixões
somos fruto do amor
filhos de um Deus menor
que cavalgam como quem reza olhando para o alto
somo Casanova do Bairro Alto

 

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Bom Diaaaaaa Casanovas

Giacomo

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…é um orgasmo que alivia todas as dores do mundo interior

Ás vezes sonho uma vida tranquila mas tenho uma incapacidade genética ou molecular para realizar esse sonho… a normalidade foge de mim, a banalidade assusta-me e a tranqulidade qual puta vai com todos, menos comigo. Vivo numa insanidade continua apesar de não parecer, vivo num estado de sociopatia, de alergia a regras impostas por uma sociedade na qual não me revejo… como tal tenho a tendencia de exagerar e os corpos com os quais me deito são muitas vezes ratos de laboratório sujeitos a experiências minhas, ratos que no entanto gozam, provavelmente como nunca gozaram, mas são só isso, ratos… gosto de ver um corpo sufocar durante o orgasmo por vezes perco o prazer sexual do momento só para observar como uma pessoa pode ter um orgasmo intenso mesmo perante a ameaça de ficar sem ar, o que será que as excita? a confiança cega?.. não faço ideia, mas gosto de ver aquele olhar… noutros “estudos” gosto de usar cordas e deixar os corpos amarrados sozinhos num quarto durante horas, fico a imaginar o que sentem naquele vazio, amarradas, de olhos vendados durante horas de silêncio, sem saberem quando volto, mas ao voltar o sexo é quase liberatório para elas, é um orgasmo que alivia todas as dores do mundo interior, da prisão momentanea…. sim.. a normalidade não é o meu forte, a normalidade não me agrada, mas saber que tanta gente normal está disposta a ser rato de laboratório faz-me acreditar na velha máxima “visto de perto ninguém é normal”

Giacomo Casanova do Bairro Alto

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mas eu morro por ter prazer não será isso viver?

 

Existe uma luz
que brilha dentro de mim
sei que é assim.
apesar de viver na noite
de escolher a noite
de gostar daquele odor podre da escuridão
dos corpos profanos
prontos a pecar
a serem devoradas numa orgia de sensações
prefiro a escuridão de umas pernas abertas
penduradas a um corpo qualquer
existe uma luz que me indica a estrada
mas acabo sempre no meio do nada
porque sou vicioso, viciado,
pecador
alias sou o pecado
gosto de riscos de branca em peles pretas
gosto de beber rum e chupar tetas
mas existe uma luz
que me diz a verdade
mas eu sem dignidade
minto e minto de novo
engano todo o povo
por dois minutos de prazer
foder só por foder
sem prisões
nem razões
só pra vazar os colhões
mas a luz continua
e brilha cada vez mais
e chama-me com vozes angelicais
mas a verdade é demasiado sagrada para mim
é demasiado sagrada
para poder ser abraçada
e então rezo
numa igreja, num altar
3 segundos antes de voltar a pecar
enrolado com uma virgem qualquer
que queria ser mulher…
e o pecado do rum
das drogas e mais algum
nunca será confessado
porque não sinto nada de errado.
e a luz diz para viver
mas eu morro por ter prazer
não será isso viver?

Giacomo Casanova do Bairro Alto

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Camponesa que não conhece tristeza nem alegria

 

Areia nos cabelos e a pele cheia de sal
O som das ondas a rebentar no areal
Vento frio do norte
lágrimas escorriam pelo rosto ao pensar na tua sorte
Camponesa
que não conhece tristeza
nem alegria
vives na banalidade sem magia
presa na tua aldeia
dentro do teu corpo de sereia
e eu pescador
sofro
por amor
a tua ausência
é a razão da minha demência
e choro em frente ao mar
porque sem ti não sei amar
mas tu na tua aldeia
no teu corpo de sereia
temes navegar
temes abraçar a tua essência
prisioneira de aparência
Quem me dera
quem me dera
que os ventos da primavera
levassem uma gota do meu mar
cheio de sal pelo ar
até à tua aldeia
pois tenho na minha ideia
que ao sentir a sua essência
rasgarias as correntes com violência
e zarpavas a navegar.
e eu pescador
nas redes deixaria a minha dor
e sentado ao por do sol
entre o isco e o anzol
voltaria a acreditar
que as sereis vivem no mar
e que um dia
ai um dia
vou-te pescar.

Giacomo Casanova do Bairro Alto

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Está frio lá fora sem o calor do teu orgasmo

 

Está frio lá fora sem o teu corpo a vestir a minha pele..
está frio e perdi a calma
a chuva já não sabe a mel
e enferruja a minha alma.

Está frio lá fora sem o teu suor a escorrer pelo meu corpo
está frio, está escuro
sinto-me sofucar, sinto-me morto
sinto-me empurrado contra o muro.

Está frio lá fora sem o calor do teu orgasmo
está frio o corpo ao meu lado
mal estar, vómito, espasmo
mais um anjo maltratado

Está fria a noite sem ti
sem o calor do teu perfume
quem sabe se o amanhacer me sorri
e me traz um novo lume.

Giacomo Casanova do Bairro Alto

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Quais são as palavras que nunca foram ditas?

Quais são as palavras que nunca foram ditas? … pergunto-me muitas vezes…
As grandes frases de Ghandi já tinham sido ditas por filosofos gregos, Mandela e as suas frases inspiradoras diziam o mesmo que Nietzsche… Pessoa e Saramago têm sido emitados pelos novos escritores até à exaustão, com uma linguagem mais cool, mais trendy, mais comercial….
Pergunto-me quais as palavras que nunca foram ditas e chego à conclusão que isso não importa, não interessa para nada… As palavras alucinadas dos escritores são sempre verdade, são sempre puras mas não são alucinadas porque só são verdadeiramente alucinadas se forem fruto de uma realidade doentia do autor, só são tesão se forem fruto de fodas, de sofrimento, de conquistas, de noites em branco a dormir na rua, de vomito de nervos, de empregos perdidos e outros abandonados por amor, de bebedeiras e excessos de drogas para fugir à verdade do dia a dia, de fugas a dois em comboios, de jantares em praias desertas e sexo em praias publicas, só são alucinadas se forem fruto desta vida puta e bem real que nos fode todos os dias… quando se escreve conceitos que não foram vividos e sofridos em primeira pessoa, escrevemos belas palavras,.. sem erros, boas de ouvir, boas de ler para adormecer, mas quando a escrever é a vida, a leitura tira-te o sono.

Giacomo Casanova do Bairro Alto

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inocência perdida numa noite de verão

 

Inocência perdida
numa noite de verão
curiosa
cheia de emoção
a lua acalmava
o palpitar do coração
a pele corada
vagina molhada
desejada
pela tua tesão
qual rosa desabrochei
qual menina chorei
mas não de dor…
de amor
emoção
paixão
depois sorri
de raiva
zangada
sabia-me apaixonada
por ti
devia ter esquecido
este amor proibido.

Renée-Pélagie Casanova do Bairro Alto

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