Gostava de te falar onde me confundes os sentidos. Sempre que tento dizer-te algo, esse teu olhar, esses teus lábios roubam-me as palavras e apenas consigo beijar-te. E calo-me!
Gostava que entendesses que todo o eu que se te apresenta pela frente, treme, esperneia, falha, desfalece e rejubila só pela presença no mesmo espaço. Pela mera possibilidade de te ter, uma e outra e outra vez, agarrado em mim, preso em mim, com esses braços enleados e esses lábios colados nos meus, esse corpo sendo apenas meu!
Sabes, por vezes vou pela rua e em todas as silhuetas estás tu, em todos os reflexos está o teu corpo, em cada manequim de loja, está o teu rosto. Sim, até nesses meros cabides de corpo feitos, eu consigo ver-te. Estás em tudo o que me rodeia, e não estás aqui!
Não te consigo fazer entender que cada corpo me lembra o teu mas num olhar mais atento mais uma desilusão pois não és tu. Tu és sempre muito melhor!
Consegues entender esta minha confusão de ideias que se alastra às palavras? Pois! Calculei que seria confuso, mas é como me deixas, confuso, sempre que não estás e eu tenho que sobreviver sem te ter junto a mim.
Se ao te ter fico à toa e sem ti fico à nora, espero que pelo menos tu tentes entender que apenas acontece tipo, talvez, tipo, sei lá, tipo, porque TE AMO (sim, maiusculamente e aos berros)!
Porque o Amor é assim: confuso, confundido, confusão!

Figaro, Casanova do Bairro Alto

 

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