Meu amor, oh meu amor. Deixa que te conte o que vamos fazer hoje. Trazes vestido esse azul imenso que quero rasgar com os meus dedos, descobrir o teu peito. Deitar-te naquela cama, fazer-te jurar silêncio e mordiscar-te os mamilos. Quero passar os meus dedos por dentro de azul e levar o resto até o chão, tirar-te os sapatos e segurar-te os pés, um de cada vez, pegar naquele pequeno frasco que guardas para tornar a tua pele um pedaço de veludo, e despejar-te sobre o corpo. Tornar-te um manto brilhante enquanto te percorro o corpo com os dedos firmes, precisos, começando pelos pés. Quero iniciar-te ao som do prazer. Subo até tornozelo, na ponta dos dedos levo as tuas pernas, e nas tuas pernas a minha boca vai roubando pedaços de prazer enquanto sobe, sobe lentamente. Arqueias as costas, tentas libertar o prazer e preparar-te para o que aí vem. Viro o teu corpo, as tuas costas. Já te disse o quão perfeitas são? Douradas como os grãos de areia da praia, suaves como o nascer do sol sobre o mar calmo. Debruço-me sobre elas, agarro-as firmemente, enquanto os meus lábios as percorrem suavemente, quase não lhes tocam, cada vez que lhes tocam um pouco mais, o teu corpo eriça-se. Gemes. E eu fico louco por te deixar mais louca. Seguro o teu corpo contra a cama, neste momento és minha. Torturo-te. Amo o teu pescoço, tornar-me-ia vampiro só para o poder morder todos os dias… A minha língua percorre-o. Volto a virar-te, dizes para parar, queres-me em ti. Desço o meu corpo de novo até o vale do teu prazer, os meus lábios percorrem-no como se fossem exploradores á procura de novas terras, visitando cada lugar várias vezes para escutar o som da tua natureza… As montanhas contraem-se, prendem-me não conseguindo ignorar o prazer. A gula de me querer. Levantas-te. Agarras-me, sacodes a minha roupa e deitas-me no chão sem querer saber de mais nada. Beijas-me com a ganância de um político, e a intensidade de um terramoto. Desces-me o peito, brincas nos meus abdominais, mordes e largas, gostas de me ver gemer… Vais descendo lentamente. Seguras-me, e começas a brincar como se fosse a primeira vez, investigas, provas e mordes ligeiramente. Tu gostas, gostas de me provocar! Sinto o meu corpo quase tremer de prazer, a vontade de te ter é quase ensurdecedora. E tu continuas, encolho-me para tentar guardar o prazer, mas tu continuas nessa descoberta de mim, deixas-me à beira da insanidade. Tenho de te ter, preciso te ter. Voltas a subir, os teus lábios, suspiram fogo, os meus, desejo, desejo de me queimar nos teus. Juntam-se e os corpos entram em regozijo, cheios da imensa vontade de se alimentar um do outro. Sobes sobre mim, vejo o teu corpo dançar sobre o meu, e minha respiração é compassada, prazerosa enquanto no teu rosto um olhar sacana faz-me querer ir mais além. Morder-te de prazer. Possuir-te com a violência de uma paixão descontrolada e levar te onde jamais voaste. Percorremos cada pedaço dos nossos corpos e morremos no orgasmo da fusão dos nossos ritmos. Meu amor, que me dizes?

Bragi de Idun – Casanova do Bairro Alto

 

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