Falavas uma lingua que não entendia, ainda hoje não sei o que dizias, mas uma garrafa de vinho comprada na carruagem bar partilhada em dois copos fez-nos falar linguas estranhas,

Viagem na neblida da minha memoria, Estação de Comboios de Viena, Austria, tempo frio, homens que vendem salsichas no meio do nevoeiro, rumor de apitos e gritos de crianças que correm, comboios que partem outros chegam. Olho o placar com as próximas partidas, Veneza..perfeito.
Desconheço quem és sentada na tua carruagem deserta e no entanto sei que serás minha, soube desde o primeiro momento em que te vi.
Alta, cabelos cor do sol e olhos cor do mar, seios como os alpes que iriamos atravessar. Falavas uma lingua que não entendia, ainda hoje não sei o que dizias, mas uma garrafa de vinho comprada na carruagem bar partilhada em dois copos fez-nos falar linguas estranhas, eu falei a tua e tu falaste a minha e acabei com a minha na tua. Atravessamos montanhas e vales cobertos de neve enquanto tu trepavas o meu corpo, escalavas-me, cravando com paixão as unhas na minha pele como um alpinista crava as botas na rocha, de quatro trepei-te eu, enquanto olhavas a paisagem lá fora, no orgasmo gritaste em “tiroles” o” ohlarélioh”… o branco da neve era igual ao branco que cobria o teu baixo ventre. Um revisor que se aproxima… voltamos a ser estranhos, jurando em falso um novo encontro…

Giacomo Casanova do Bairro Alto

 

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A falta de Amor é a maior das pobrezas
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