o coração fechei dentro dum bau que enterrei a sete chaves

O fim foi como entrar num tunel de vento, com relampagos e chuvas fortes dentro de mim que fizeram trasnbordar rios de sangue e lágrimas, não sei onde ficaram todos os meus pedaços, encontrei o figado destruido agarrado a uma garrafa de gin, o estomago revoltado que enjoa e vomita ao sabor do amor, deixei os rins apodrecer, perdi o sorriso sincero e comprei uma sorriso falso, hipócrita, os instestinos apodreceram corruidos pelos nervos e hoje trazem o cheiro de corpos mortos, em decomposição, o corpo entreguei-o ás bestas selvagens para ser devorado num beco escuro e o coração fechei dentro dum bau que enterrei a sete chaves.
Hoje sou um corpo sem alma que devora corpos sedentos de amor, dou-lhes prazer, fisico, mental, espiritua faço-os flutuar dentro de uma bola de sabãol…mas farto-me de nada sentir a não ser carne e então a bola rebenta e eu sigo em frente deixando para trás um corpo em pedaços, como eu fiquei.

Giacomo Casanova do Bairro Alto

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A falta de Amor é a maior das pobrezas
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