serei sempre um ajno negro que porta escuridão e frio, mesmo que por vezes te faça arder por dentro.

Uma noite fria como o bloco de gelo que substitui o meu coração, uma noite longa como a minha caminhada pelas trevas, escura e humida como o mais podre dos cantos do inferno que conheço.
Parto nas asas de um anjo negro, distante de qualquer afecto, distante do Amor. Alimento-me de corpos nus, brancos, angelicais, como um corvo negro num banquete, corpos que pensam derreter o gelo, que confundem maldade com amor, corpos que julgam que a dor fisica que sentem é fruto de um qualquer fetishe quando no fundo é fruto do nojo que sinto por ter gelo dentro, …
castigo e castigo e volto a castigar, sufoco até de deixar sem ar, mordo e bato até o sangue escorrer pela pele branca, penetro com intuito de rasgar-te e no entanto no final…tens prazer.. que mente estranha a minha, que mente estranha a tua, ficas escrava dum amor falso, dum amor que não existe, nem em mim nem em ti, serei sempre um ajno negro que porta escuridão e frio, mesmo que por vezes te faça arder por dentro.

Giacomo Casanova do Bairro Alto

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A falta de Amor é a maior das pobrezas
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