o Douro o meu mar e o Porto o meu altar.

 

Caminhei a noite inteira, despido de emoções,
sem brilho nos olhos, sem alegria de viver,
parei no porto de leixões 
sem saber o que fazer
via as luzes os barcos o mar
sonhei ser marinheiro
e tu meu porto ao atracar
lá continuei a caminhada
na minha terra materna
mas a alma desesperada
entrou na primeira taberna
e foi bagaço, foi rum, foi vinho
entre pescadores e meretrizes
foi guitarra, fado e mais um copinho
foi voltar ás minhas raizes.
Mas a noite já se sabe
é cheia de corpos e solidão
e lá continuei a caminhar
com mais um copo na mão
mais um passos na escuridão
até ao edificio transparente
alguns bares ainda abertos
chamavam a minha mente.
duas virgens sem idade
dançavam de vodka na mão
pareciam putas se devo dizer a verdade
mas lá fiquei, guiado pela tesão
corpos finos, rabo empinado e pernas delgadas
lá as seduzi neste bailado a tres
com a mão senti-as molhadas
e quis possuir as duas de uma só vez
lá partiu um beijo
e caminhámos para o castelo do queijo
eu com a tesão a rebentar,
levantei o vestido preto
e pus a primeira a cavalgar
mas a segunda virgenzinha 
estava mal 
começou a vomitar.
Noite estragada,
continuei a caminhada,
subi pela avenida da boavista
o bela cruz e os seus carrões
seguido de putas que fodem por tostões
chegado á rotunda
sigo em direcção à trindade
desço o aliados
e lá vejo um grupo de ingleses 
a beber sentados
Sentei-me com eles
bebemos vodka limão
a cabeça a rebentar
e continuava com tesão
fixava uma morena com olhos de menina
dizia chamar-se Kate 
e perguntou-me se tinha cocaina
não, mas sei onde comprar
anda vem comigo,
deixa-te guiar
e lá subimos a pé, 
de são bento até à sé
os dealers sairam da toca
e lá nos venderam duas gramas de coca
sentados a ver o douro e a ribeira
tirei uma nota da algibeira
deitei Kate no chão e abri-lhe o decote
vazei então o conteudo do pacote
um risco de coca é com como de costume
mas melhorou bastante com aquele perfume
e guiados pela a adrenalida ou pela cocaina
fodemos cheios de tesão de paixão
contra o muro no miradouro da sé
no fim ela foi ter com os amigos 
e eu lá continuei a pé… 
desci para a ribeira, 
o sol devia estar a nascer
no céu voavam gaivotas
e eu continuava a descer
sentado nas margens do douro
passaste tu acabada de acordar
viste em mim um brilho estranho
e sentaste-te a falar
e o dia amanheceu 
e a noite voltou de novo
e continuavamos tu e eu
a falar de tudo, de nada do povo
e apesar de te desejar,
fui incapaz de te tocar
olhava os teus olhos que reflectiam o douro
sabia que tinha chegado o momento de amar
e tu foste a verdade, 
o Douro o meu mar
e o Porto o meu altar.

Giacomo Casanova do Bairro Alto

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A falta de Amor é a maior das pobrezas
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