Acordaste-me para me condenares a morrer lentamente

Acordaste-me. Despertaste todos os meus sentidos. Estão mais vivos, mais sedentos e dependentes. Dependentes de ti.
Libertaste o veneno que me queima por dentro e me mata devagar. Sinto a velocidade com que corres nas minhas veias. M atas-me e torturas-me sem pressa.
Todo o meu corpo arde. Ardor que se redobra a cada memória daquela noite. Estou petrificada. A intensidade do nosso olhar, não me deixa voar. Fiquei com aquele momento, cravado na minha memória.
Liberta-me. Parte. Não. Espera. Fica. Fica, e não me poupes do teu veneno.
Quero voltar a sentir aquela eletricidade que me invade assim que encosto no teu corpo. Quero desfazer-me nas tuas mãos, quentes, assertivas e disciplinadas. Vamos voltar àquele quarto, e provocar o caos. Vamos deixar que o inferno aplauda a nossa perversão. Tudo isto que estou a viver no meu corpo, poderia ser chamado de paixão, mas não. Não me confundes da forma que queres. É o teu veneno. Veneno que libertas através dos poros da tua pele, que me enlouquece e hoje escorre em cada partícula do meu corpo. Condenaste-me. Acordaste-me para me condenares a morrer lentamente…

Francesca Bruni

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