Já não era o meu corpo. Era o teu.

Enquanto dançávamos com uma taça de vinho na mão, passaste a tua mão nas minhas coxas no exato momento em que elevava o vinho aos meus lábios… descontrolaste o meu corpo com o teu toque possante. Fraquejei. Estremeci e derramei o vinho que escorreu dos lábios, descendo pelos peitos até ao ventre… Olhaste-me nos olhos, e vi neles, o diabo a sorrir, pela visão do sangue a envolver a minha pele branca… a tua sôfrega mão, percorreu a minha pele ao embalo da corrente de sangue, enquanto rasgavas o vestido pelo caminho… deste-te me a tua mão pintada de vermelho, para que a lambesse e absorvesse a tinta… enquanto o fazia, a tua língua de cobra era impiedosa com o meu corpo. Meu corpo. Já não era o meu corpo. Era o teu. Pegaste-me ao colo e sentaste-me sobre a tua secretária… e com o teu cinto ataste os meus pulsos atrás do pescoço… o som do cinto a ser recolhido das calças, travou a minha respiração e senti as minhas entranhas a pedir-te… exposta, rasgada, com a pele ensanguentada penetras o teu olhar nas minhas cuecas brancas tingidas de pecado… com o abre cartas, rasgaste-as… molhaste os teus dedos na taça… e manchaste-me ainda mais. Afastas-te. O demónio rejubilava através do teu olhar… o teu rosto estava marcado pela tesão. Tesão essa, que avistei sob as tuas calças, apenas com o fecho e o botão desapertado. Caminhaste de volta para mim e sussurraste ao meu ouvido, que me ias compensar pela visão que te estava a proporcionar… e desces até ao meu ventre. Pernas separadas, sinto-te a inspirares o cheiro do meu desejo misturado com aquele vermelho e intenso vinho que tomámos. Tocaste-me suavemente… muito suavemente, e beijaste as minhas coxas com vontade, cravaste os teus dentes, mas no centro da minha tensão, eras leve… não queria isso. Queria ser devorada ferozmente, mas tu, tu sabias disso. Viste no meu olhar desapontado, notaste na minha respiração. És mau. Tão bom. Quando fechei os olhos e respirei profundamente para tentar acalmar o fogo com que me encontrava, mergulhaste os teus lábios sobre o meu sexo. Cai sobre a secretaria, exposta para ti, a tremelicar com o corpo aos espasmos e sem avisos, uniste-te a mim sem licença, puxando-me pelas pernas. Foi ao ritmo de movimentos longos e intensos que caíste sobre mim… sobre o meu peito a exalar o cheiro do nosso vinho, mas com a cor do pecado.

Francesca Bruni

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