sabes que não tenciono voltar

Ainda tinhas clientes no bar quando me sentei na mesa no fundo da sala.
Sorris enquanto caminhas até mim pois sabes o porquê de estar ali, sozinha e perto da hora do fecho. Fechas a porta do bar levando contigo os últimos clientes, procuras-me e não me encontras.
Surjo noutro angulo, e enquanto me vês a caminhar até ti, dispo a gabardine, revelando a nudez do meu corpo, em cima dos saltos que me ofereceste. O teu olhar faísca anunciando o quão saudoso estavas das minhas curvas.
Puxas-me pela cintura como só um homem seguro de si o pode fazer. Cheiras-me o pescoço enquanto agarras o meu cabelo pela nuca. Olhas-me nos olhos, e no silêncio das palavras e no grito do desejo, beijámo-nos fervorosamente e sem dares conta, soltaste um gemido de satisfação por estar de volta… desejas-me! Eu sei.
Ataste-me ao pilar junto do balcão, de costas para ti, deixando os meus cabelos loiros e desalinhados cair sobre as costas e ao ouvido prometeste fazer-me pagar por te ter privado do meu corpo. Vibrei com a respiração dessas palavras.
Beijas-te todo o meu corpo apaixonadamente. Tocaste cada canto do meu corpo, como nunca o tinhas feito… percebi que estavas a memorizar cada pormenor, pois sabes que não tenciono voltar.
Afagas a minha nádega, e no meu ouvido afirmas que te pertenço. O teu domínio sobre mim, faz-me palpitar e ansiar pelo passo seguinte. Estava desejosa, que me fizesses tua.
A tua mão, firme, impiedosa e espaçadamente morosa e a tua dedicação ao centro do meu desejo fez com que rapidamente, atordoasses todos os meus sentidos. Perdi totalmente o controlo do meu corpo. Esgotaste o meu corpo, com a dança divina da tua língua e a ajuda dos teus dedos curiosos.
Partilhaste o sabor dos teus lábios num beijo ternurento, fazendo o meu coração bater de forma desconcertada. O que foi aquilo? Aquele calor no peito?
Desatas-me. O teu olhar revelava o brilho e a exaltação de uma criança. De costas sob a mesa de snooker, reconheces o calor que por diversas vezes te fez alcançar o céu e ainda com a respiração a descansar da viagem ancestral, pedes para que seja tua.

Francesca Bruni

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