A minha louca Lisboa

Depois de ouvir a musica “Loucos de Lisboa”  senti vontade de falar da minha Lisboa porque nós, em Lisboa não somos loucos, somos o virus da loucura, que se espalha por todos que nos rodeiam…. 
Somos só nós, que vamos para a cama quando os outros estão a acordar e acordamos passados quinze minutos para ir trabalhar.
Somos só nós que temos orgasmos enrolados em lençois ou em frente a uma travessa de caracois.
somos só nós que trazemos o fado dentro, aquele sincero, de tabernas e copos de tres de casas de putas no marquês.
Somos só nós que vivemos na esplanada, com uma bica e uma torrada, e mais tarde com o avançar do dia a mesma esplanada e uma sangria
Somos só nós que cortejamos as estrangeiras, enrolamo-nos com espanholas enfermeiras,dançamos e bebemos vodka, cerveja, gim, rum… e ao acordar pastel de nata em belem com a namoradinha, e voltamos ao rossio para uma ginginha.
somos só nós, que adormecemos ao nascer do sol na caparica, com guitarras a falar mal da malta rica, como apaixonados comunistas e depois vamos para cascais procurar companhia e um copo de champagne com uma tia.
Somos só nós, que passeamos de mão dada do castelo até à graça, e depois outra esplanada a ver o tejo, cheios de tesao,de desejo.
Somos só nós que vamos vender relogios à feira da ladra para levar a jantar a namorada.
Somos só nós que cantamos fado quando estamos tristes rodeados de amigos e vinho rasca, e depois acabamos apaixonados por alguem da mesa ao lado e voltamos a escrever o fado, depois ouvimos jazz mesmo sem gostar, só para engatar,
Somos só nós que moramos em alfama que canta como quem sofre e sofre como quem ama, vivemos com o coração nas mãos, portas abertas, gritos nas varandas e miudos a brincar na rua, na minha, na tua.
Somos nós da madragoa a verdadeira tesão de lisboa, sem racismos, sem julgar sempre prontos a amar, pelo menos assim se diz do castelo até ao martim moniz… mas se alguém se porta mal estala o verniz e começa a gritaria, a peixeirada, de gente de alma grande que não sabe estar calada.
Somos nós lisboetas, loucos, poetas, trovadores amigos, maridos, pecadores , eternos amantes e quando queremos voar mais alto, vestimos o fato janota e vamos armados em Casanovas, para o nosso bairro alto.

Bom diaaa Casanovas

Giacomo Casanova do Bairro Alto

 
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A falta de Amor é a maior das pobrezas
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