Tal como a freira, devota ao seu Deus

A tua missão é assombrar-me.
Sou metade desde que me encantaste. Não consigo concluir uma tarefa sem ser interrompida por ti.
Invades-me.
O dia em que me deleitei no teu colo corrompeu a minha mente eliminando qualquer hipótese de poder vir a libertar-me do teu domínio.
Sou tua prisioneira. Livre prisioneira.
Invadiste-me com o teu olhar quente capaz de derreter o ouro e infectaste-me com o néctar que partilhaste nos meus pequenos lábios.
Tal como a freira, devota ao seu Deus, só a ti me entrego por inteira. É por ti que rezo, praguejo, é por ti que anseio e espero, todas as noites, que invadas o meu quarto e faças dele as tuas masmorras para me torturares com o desejo devasso que nos possui.
És charmoso e esmagadoramente masculino, invadiste o meu mundo de sonhos e vieste concretizá-los.
‘Flashes’ surgem como notificações a todos os instantes como se fosse preciso apareceres para te lembrar ‘corres no meu sangue cheio de cor’.
Sinto raiva, desespero e pavor ao mesmo tempo. Irrita-me a forma como naturalmente me fazes sentir Afrodite. No dia que partires, peço-te apenas que não leves esta metade que me roubaste contigo. Não arranques o brilho e o meu fervor do meu corpo, da minha alma. Peço-te.
Estou perdida sabes? Roubaste-me! Amaldiçoaste-me com a tua escuridão e contaminaste as minhas veias.
Descobri também a minha missão. A minha missão é ser corrompida pelo teu mal.

Francesca Bruni

freiras-safadas

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