Camponesa que não conhece tristeza nem alegria

 

Areia nos cabelos e a pele cheia de sal
O som das ondas a rebentar no areal
Vento frio do norte
lágrimas escorriam pelo rosto ao pensar na tua sorte
Camponesa
que não conhece tristeza
nem alegria
vives na banalidade sem magia
presa na tua aldeia
dentro do teu corpo de sereia
e eu pescador
sofro
por amor
a tua ausência
é a razão da minha demência
e choro em frente ao mar
porque sem ti não sei amar
mas tu na tua aldeia
no teu corpo de sereia
temes navegar
temes abraçar a tua essência
prisioneira de aparência
Quem me dera
quem me dera
que os ventos da primavera
levassem uma gota do meu mar
cheio de sal pelo ar
até à tua aldeia
pois tenho na minha ideia
que ao sentir a sua essência
rasgarias as correntes com violência
e zarpavas a navegar.
e eu pescador
nas redes deixaria a minha dor
e sentado ao por do sol
entre o isco e o anzol
voltaria a acreditar
que as sereis vivem no mar
e que um dia
ai um dia
vou-te pescar.

Giacomo Casanova do Bairro Alto

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A falta de Amor é a maior das pobrezas
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