Agora, preciso de mim de volta

Os papeis finalmente inverteram-se.
Conheceste-me com o coração puro, inocente de quem amou pela primeira vez, de quem acreditava em contos de fadas. Naquela noite, viste, o que fizeste comigo. Naquela noite, não encontraste brilho, sentimento, nem dor por te abandonar no meu olhar.
O desespero da minha firme e impiedosa decisão estava estampado no teu rosto.
Vi-te cair ao meus pés, senti o calor do teu abraço em torno das minhas pernas. Senti a tua dor enquanto me apertavas.
Eu, remeti-me ao silencio, e acarinhei a tua nuca contra mim enquanto as tuas lágrimas escorriam pelas minhas pernas…
Escutei, os teus lamentos, a libertação da tua dor, e só te larguei quando já não conseguias mais chorar.
Naquela noite, senti finalmente o quanto me amavas, mas não me fez recuar. Sabes porquê? Já não estava disposta a amar-te mais. Já não queria mais nós, mais de ti… não.
Esgotaste todas as oportunidades que te dei, esgotaste toda a minha capacidade de amar, de me entregar, de me envolver, de querer ficar.
Chegou a tua vez de sentir. Sentir a dor que corta, que nos faz acreditar durante muito tempo não sermos capazes de sobreviver a ela… sentir a dor, que nos faz desejar adormecer e nunca mais acordar.
Para ti chega.
Agora, preciso de mim de volta. De te perdoar. De me perdoar.

Francesca Bruni

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