beijos que encerram os copos vazios

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Aqui estamos nós embrulhados no tapete do chão da sala iluminados pela tarde cinzenta que corre lá fora.
Gosto tanto das nossas tardes sem roupa, perdidos no nosso vinho preferido entre beijos frutados e desejos escondidos revelados propositadamente com a desculpa de ser o vinho a falar…
A cada copo vazio enchemo-lo de novas fantasias e a cada golo tornam-se mais doentias.
Aqui estamos nós, a partilhar a nossa loucura, capaz de provocar um ataque cardíaco a pessoas como tu, tão pequenas, tão limitadas.
Estas tardes de fantasia sádica são entre tantas outras coisas mais um motivo pelo qual gosto tanto de ti, e de mim contigo.
Ai como eu gosto destas tardes sem roupa, sem penetração mas cheias de tesão que se lê na pele, na humidade do olhar, nos corpos que se tocam e intensamente se esfregam sem se unirem.
Quem me dera a eternidade para estas tardes de desvairos de loucura a cada copo cheio e beijos que encerram os copos vazios.
Oh! Quem me dera perder-me eternamente neste nosso mundo que tão bem compreendemos.

Francesca Bruni

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