Viu no meu olhar o mesmo amor pela escrita, a mesma tesão na caneta que guiava a minha mão pelas palavras.

O seu rosto era uma pequena escultura desenhada pelo contraste do sol e sombra naquela carruagem de comboio. O seu olhar estava perdido na sua folha de papel onde desenhava era um olhar apaixonado, carregado de amor pelo desenho, pela arte de desenhar. Eu no banco em frente observava aquele acto de amor que um artista tem pela sua obra, a arte é a forma de amor mais sagrada e pode ser extasiante como o sexo. Passado largos minutos ela sentiu o meu olhar, corou e sorriu, olhou-me e viu-me escrever, viu-me descrever aquele momento, viu-me descreve-la. Viu no meu olhar o mesmo amor pela escrita, a mesma tesão na caneta que guiava a minha mão pelas palavras. Pousei a caneta, olhei-a e sorri tambem eu. Fui seu e ela minha, mesmo se separados pela lnha do seu marido sentado entre nós, absorvido pelo seu iphone. A estação seguinte desceu, mas algo dela veio comigo, a magia.

Giacomo Casanova do Bairro Alto

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A falta de Amor é a maior das pobrezas
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