Confesso-me: eras Deusa no meu Seixal

Não sabes
não podes saber
nunca te contei
nunca me confessei
mas sonhava contigo
desejava-te
endeusava-te
qual rosa num pedastal
almejava “emprisionar” o teu corpo
fazer minha a tua pele
a tua boca
que sempre imaginei
soubesse a mel
eras um corpo que trazia o sol
que sabia a sal
eras deusa no meu seixal
sabes hoje
confesso-me hoje
assim
porque sim
porque estás longe
porque foi um passado
que me passou ao lado
que sejas fogo
todos os dias
como eras nas minhas manhas frias.

Baci

Giacomo Casanova do Bairro Alto

29158

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A falta de Amor é a maior das pobrezas
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