Nem tudo são rosas e das raízes apodrecidas nascem flores

Ontem, alguém de quem gosto muito, perguntou-me que idade tenho… pela primeira vez não soube responder a esta pergunta, por vezes sinto-me mais novo outras sinto mais velho como acontece a toda a gente, mas desta vez não se tratava de como me sentia, simplesmente não sabia a minha idade, fiquei um momento perdido, desorientado, mergulhado num vazio de alma e confesso que só recorrendo ao pragmatismo da matemática descobri quantos anos tenho e tenho 35. Vendo este meu vazio, esse alguém, que também gosta muito de mim disse-me: “meu Deus, abandonaste-te” aquelas palavras ecoaram como um murro nos estômago dentro de mim,senti os ossos tremer… foi isso..foi isso que senti, despi tanto de mim por abandono que hoje não sei quem sou, não sei o que quero, não sei… abandonei-me a tal ponto que só um vagabundo, um lobo solitário ou um filosofo iluminado e como tal caído em desgraça pode compreender e digo compreender, jamais aceitar, nem eu posso. Mergulhei numa escuridão tão longa e profunda que hoje a luz fere-me os olhos e então evito ver, olhar, avançar. Aqui, refugiado nesta montanha com o sol que se põe e a neve que me rodeia sinto que cheguei ao ponto máximo do abandono, despi a pele, a carne e os ossos, despi lágrimas, despi sangue e a alma se ainda a tiver. De toda esta longa caminhada pelo vale da morte onde corpos jazem aos meus pés resta uma coisa positiva; a consciência de que só despindo totalmente as entranhas apodrecidas podemos vestir uma vida nova e renascer das cinzas qual Fénix.

Levitico
“Disse mais Iahweh a Moisés no monte Sinai: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando tiverdes entrado na terra que eu vos dou, a terra guardará um sábado em honra de Iahweh. Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos; mas no sétimo ano haverá sábado de descanso solene para a terra, um sábado em honra de Iahweh; não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha. O que nascer de si mesmo da tua sega não segarás, e as uvas da tua vide não tratada não vindimarás; ano de descanso solene será para a terra. Mas os frutos do sábado da terra vos serão por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu jornaleiro, e ao estrangeiro que peregrina contigo, e ao teu gado, e aos animais que estão na tua terra; todo o seu produto será por mantimento”

giacomo

— con Nuno Serra

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A falta de Amor é a maior das pobrezas
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