A única forma de amor que reconheço é a da loba solitária,

Não te busco, não te espero, não te procuro, aliás, não busco nem espero ninguém. Não sonho nem desejo um grande amor.
Tal como um lobo solitário alimento-me do que caço no próprio dia e abandono a carcaça uma vez saciada a minha fome. A maior parte das vezes escolhos presas fáceis, muitas delas não esperam outra coisa, estão tão fragilizadas por estas modas de ser forte aos olhos do mundo que depois acreditam nessa utopia e no fundo se sentem predadoras, caçadoras, tanto melhor, serão devoradas e depois abandonadas depois caiem na realidade e ficam destroçadas, como qualquer cabra que quer ser lobo.
Presas que vivem na noite não dão trabalho mas também dão pouco prazer, presas faceis durante o dia tambem existem mas essas não gosto de as ver sofrer, não são frageis pela arrogância nem por orgulho, vaidade ou luxuria, são frageis porque tiveram vida dura, e para esses não sou castigo, sou remédio e cura, mas não as caço, ou pelo menos evito sempre que posso, porque já se sabe, quando a forma aperta um lobo é implacável e o seu instinto não se controla.
Por vezes faço caçadas mais sofisticadas, seja porque a presa é um belo exemplar outras porque o esquema que devo elaborar para caçar alimenta-me mais do que a presa propriamente dita.
Devoro então estes corpos, uns ainda frescos, outros que já caminha para a decomposição, no fundo frescos ou não todos podem ser chamados de cadáveres sem ligação, são horas, depois já não existem na minha mente, na minha vida, não sei quem são e então escrevo para reviver, acho que só tenho prazer de caneta na mão, esta alma de lobo solitário não me permite amar nenhuma presa e fazer dela um grande amor, não é possivel beijar um sapo e esperar lentamente que vire algo de mágico, tal coisa não existe e não existe amor em tal coisa. A unica forma de amor que reconheço é a da loba solitária, caçadora implacável, carnivora feroz, fera, impiedosa, capaz de devorar as entranhas do seu lobo para o poupar e de comer-lhe uma pata para se salvar, uma loba que não aceite nada de menos em troca. Só assim posso voltar a viver em alcateia nas noites de lua cheia, cheia de ti, cheia de nós.. auuuuuu

Giacomo Casanova do Bairro Alto

1bill

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A falta de Amor é a maior das pobrezas
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