” o meu namorado está a ligar, tenho que bazar”

Ah a frescura dos 20 anos, aquela magia leve, desprendida, aquela curiosidade escondida no manto de timidez, aquela tesão voraz debaixo do manto de santa. Passavas as mãos no meu corpo deitado, tranquilo, massajando aqui e ali e dizias que não podias, que tinhas namorado, que aquela massagem não ia levar a nenhum lado, mas o olhar já se sabe é um bastardo traidor e traiu-te, enquanto os teus lábios ficavam em silêncio quando devias dizer não o teu olhar gritava sim e empurrava-te para cima de mim. então tarde demais os teus lábios diziam um timído não, ah mas aquele olhar traidor estava cheio de tesão e cancelavam imediatamente esse não. Eu deitado, massajado, alimentava-me dessa tua luta interior, olhar vs lábios, alma vs corpo, silêncio v palavra…. e palavra de honra que me excitava a ver-te assim, e crescia tudo em mim, aquela luta interior entre a virgem e a puta, entre a mulher fiel e a alma de bordel, entre santa e pecadora entre respeito e loucura esta a ser dura, dura para ti, que te consumias perdida, dura para mim que já estava de gaita entendida. Com a mão direita no meu peito despido, encaracolavas-me os pelos, com a esquerda massajavas-me a coxa, o teu olhar devorava a minha tesão os lábios pediam perdão, o olhar mergulhado na loucura os lábios rezavam em busca de cura… e eu ali de gaita dura, mas não durou nem mais um segundo, puxei o teu corpo magro para o meu mundo, com a mão direita enrolei o teu tronco e puxei-o para cima de mim, a esquerda enfiei dentro das tuas calças até sentir o molhado do teu jardim, jardim rosado dos 20 anos, depilado, perfumado, apertado, aveludado, o teu olhar tomou conta de ti e libertou todos os demónios presos há tempo demais, a virgem virou puta, a menina virou mulher e com aqueles 20 anos faz tudo o que quer, comandava por momentos era submissa noutros, era o exagero sem julgamento, era o orgasmo sem tempo, era liberdade, ausência de compromisso e vontade de ficar preso pela eternidade, era perdão e pecado, era tesão, em todo lado, vinha-se como quem mija, mordia, arranhava. metia-se de quatro cavalgava e depois envergonhada corava, abraçava e chorava e depois tudo de novo, era violadora e vitima em busca de socorro, depois a paz… o olhar tesudo desapareceu o traidor cheio de tesão e loucura e ficou timido, por sua vez os lábios timidos ficaram vulgares, uma horrível troca de lugares. Depois aquela leveza do 20 anos, aquela brisa fresca da juventude, vestiu-se e afastou-se ” o meu namorado está a ligar, tenho que bazar”.

Giacomo Casanova do Bairro Alto

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A falta de Amor é a maior das pobrezas
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