Escrevo sobre mim por dois motivos; porque sei exactamente quem sou e porque não faço ideia de quem fui.

Escrevo sobre mim por dois motivos; porque sei exactamente quem sou e porque não faço ideia de quem fui. Quando escrevo sou um pecador que se ajoelha diante de um padre para confessar os próprios pecados e já se sabe o homem que confessa nunca é o mesmo que os cometeu. Pequei pois assim quis o meu sangue, satisfeita a tesão que bomba do meu coração busco o perdão, escrevo e confesso. Sinto-me diferente e incapaz de voltar a queimar o teu corpo com uma vela a arder, sinto-me incapaz de te privar do ar, de te ver sufocar enquanto te penetro, confesso e escrevo para me arrepender… o problema é voltar a ler. Ler acende em mim outro pecado,o pecado da vaidade, o pecado de ter a certeza que só me confessei porque um pecado tão bom tinha que ser partilhado.

Giacomo Casanova do Bairro Alto

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A falta de Amor é a maior das pobrezas
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