O Ultimo texto da Renée-Pélagie, que afinal sempre foi o Giacomo

Este é o meu ultimo texto, a minha ultima publicação no Projecto Casanova do Bairro Alto, uma carta de Amor de Renée-Pélagie para Giacomo , uma carta de Amor de mim para mim, uma carta de amor para quem acreditar no amor para quem não teme sofrer, nem voar, que no fundo é quase a mesma coisa, o sofrimento traz muitas vezes a coragem que falta para voar e voar sem respeitar o sofrimento alheio faz precipitar, cair, despenhar e sofrer ainda mais. O Amor é isso, sentir o bom e o mau e escolher voar, sempre.

…e quando juntos estamos em silêncio sinto de tudo, pergunto-me o que pensas, o que estás a sentir, sem ter coragem de avançar… que merda esta timidez, e basta-me imaginar fazer amor contigo, sinto o calor da tua pele o sabor do teu beijo, no silêncio daquela mesa de bar entre amigos… mas não consigo pensar em mais nada, fico mal sem ti, sem coragem de falar, deixaria tudo… sem ter-te perto o tudo é nada, nada, nada, amargura, sabor metálico na lingua e estomago cheio de acidos, é isso , sem ti a minha vida resume-se a isso.. podia falar, devia falar, sinto-me enlouquecer neste silencio, neste café e sinto-me molhada ao mesmo tempo.
E como começaria a falar? “desculpa tenho algo para te dizer” que ridicula, sinto-me sem saber o que fazer…. e esses olhos, que me olham e sinto que talvez me desejem, merda porque não falas tu. Tu devias falar, és tu o homem, diz-me, diz que me queres, que queres fugir comigo, foder comigo, virar estas mesas ao contrário com tanto amor. Merda, agora estou a suar, será que vais notar, vais perceber o meu silêncio. de qualquer forma não podia funcionar , não entre nós, somos tão diferentes…. que porra estou para aqui a dizer entre nós tem tudo para dar certo, fomos feitos um para o outro. Fala-me porra, fala-me porque eu rebento de tesão neste silêncio e visto-me de Pessoa, tenho em mim todos os sonhos do mundo e és tu o meu mundo porra és tu que eu quero, quero viajar em ti, viver em ti, explorar, mar montanhas, oceanos, viver a tua loucura de lua cheia,ternura de quarto crescente e desesperar quando a noite está escura… vem ver o sol nascer comigo, sai desta mesa de bar, leva-me pela mão, não fales, não preciso, basta-me acção… espera, o que fazes? o que estás a fazer, levantas-te e não dizes nada a ninguém.. que mal educado, os teus amigos nem estranham, acham-te louco já nem ligam a estes teus desvaneios… espera larga-me a mão, que fazes, puxas-me, não dizes nada… és louco larga-me.. mas que digo, vou, Vou… vou contigo, vou e não volto, tenho asas e tu vais-me fazer voar….

Adeus Casanovas,

2048

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A falta de Amor é a maior das pobrezas
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