Espero-te, sem saber porque te espero.

Sempre que me apetece ver-te espreito pelos corredores na esperança de te ver chegar. Nunca sei se retornarás, se te voltarei a ver uma vez mais.
É quando já não conto ver-te, que surges, como de surpresa! De surpresa, porque nunca sei se vens, quando e a que horas chegas.
(O que é certo é que vens. Mas porque vens?)
Chegas e eu sorrio por te ver uma vez mais. As visitas são sempre rápidas, as palavras trocadas aleatórias porque o tempo é escasso e as interrupções inúmeras… então, olhamo-nos com vontade de dizer muito, sem sabermos ao certo o quê, olhamo-nos com curiosidade de saber porque é sempre tão agradável ver-nos uma vez mais, porque sentimos a despedida precoce e a ansiedade da proxima visita.
Pergunto-te: Quem és tu? Dono de um olhar que me parece pertencer, um olhar que se quer estabelecer, um olhar que me rouba sempre que te vais…
Espero pelo próxima visita. Vem com tempo.
Espero-te, sem saber porque te espero.

Francesca Bruni

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Posted by sofiarodrigues

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