Onde andam as pessoas?

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Lembro-me ‘daquelas pessoas’ que me abraçavam e apaparicavam, dos inúmeros elogios, beijinhos e sorrisos. Sentia-me amada, querida e abençoada. As pessoas gostavam de mim.
Lembro-me do meu primeiro trambolhão da minha vida enquanto adulta responsável e de conhecer o verdadeiro significado da expressão: « fiquei sem chão».
Lembro-me da revolta, das interrogações, do desespero, do drama, do escuro, das lágrimas, das noites sem dormir e dos dias a dormir.
Lembro-me do silêncio…, #engraçado não me lembro ‘daquelas pessoas’.
Lembro-me de lutar contra a inercia que me aconselhava a desistir e de arregaçar as mangas e dizer: ‘Bora lá miúda!’
Lembro-me de recomeçar.
Lembro-me ‘daquelas pessoas’, das saudades que tinham, e daquela pergunta irritante ‘o que foi feito de ti’ e da vontade de lhes tatuar na testa a palavra #cinica. Mas não. Agarrei-me à lei da atracção e deixei que, a seu tempo, o universo tratasse de cada um.
Lembro-me de escutar da boca ‘daquelas pessoas’, as saudades que tinham daquela rapariga diferente, que outrora lhes dava um sorriso num dia cinzento, que as abraçava e entregava amor, que escutava atentamente os desabafos e devaneios dos outros, que tudo dava e nada pedia, e que um dia se viu sozinha ao ponto de perguntar: Onde andam as pessoas?
#engraçado

Francesca Bruni #casanovadobairroalto

Posted by sofiarodrigues

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