Fugir sem sabermos para onde

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Fechamos as janelas, descemos os estores e corremos as cortinas.

Cortamos laços com o dia lá fora contrariámos a rotina, transformámos o sol em noite e tornámos-nos mais uma vez amantes.
O relógio foi atirado para uma gaveta qualquer, os telemóveis desligados, fechamos a porta e deixámos a responsabilidade lá  fora. Tantas pessoas a quem responder mas não quisemos saber.
Foi aquela vontade de fugir sem sabermos para onde e virar costas ao mundo e sermos só nós. Nós. E assim foi feita a nossa vontade.

Nós dois num mundo à parte, dentro de 4 paredes, o nosso refúgio isolado rodeados pela vida lá fora mas a vivermos outra realidade. A nossa. E fizemos daquela cama o nosso jardim onde nós fomos vida e cor em forma de flor. Descansamos do mundo e cansamos-nos um no outro, brincámos com o prazer suamos e gememos, e por fim adormecemos. Encomendamos comida quando os corpos pediram e não quando as horas impõem a refeição, seguimos a nossa vontade. Conversámos pouco, amamo-nos mais um pouco, suamos e gememos, e por fim adormecemos.

Abrimos as janelas as ruas estavam calmas, ligamos os telemóveis eram 7h da manhã.
O mundo despertava e nós  também.

Francesca Bruni #casanovadobairroalto

Posted by sofiarodrigues

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