capitulo 3

3
As histórias que se contam sobre a vossa ligação a baixa voz em Portugal pouco tem a ver com esse romance que me descreve… o que se passou no Sana? 

Todos temos sombras dentro de nós e só o Amor as pode transformar em Luz.

Respondi-lhe

Deixei a minha pose de olhar o mar infinito em pé e sentei-me então perto de Sabrina, de modo a poder ver o seu olhar, a sua reacção ao que iria contar em seguida…

Naquela sexta-feira a Marta  tinha ido trabalhar logo cedo, trabalhava num call center no tagus park e eu deixei o Hotel Ibis por volta do meio dia, depois de um passeio pelo chiado onde comi um cheesecake de abóbora maravilhoso acompanhado de um porto no fábulas, lugar que recomendo para quando visitar Lisboa Sabrina, fui para o Hotel Sana Malhoa, fiz o chek in por volta das dezoito horas, fiquei no quinto andar, não me recordo do numero do quarto, mas não têm importância, liguei á Marta disse que a esperava no hotel para jantar, combinámos ás nove horas. descansei um pouco, tomei um banho, e quis-me por ao top, vesti uns jeans, uma camisa branca dolce &gabbana e um blazer azul escuro Versace, meti um pouco de perfume Acqua di gio e mandei vir uma garrafa de tinto alentejano Esporão 2007 para o quarto para bebermos um copo antes de ir para o restaurante.

Fui avisado pela recepcionista que a Marta estava no hall de entrada, pedi que a mandassem subir. bateu á porta, fui abrir e deparei-me com a minha deusa de cabelo preto encaracolado, uns olhos castanhos fortes e intensos como as mulheres do deserto, usava um vestido preto curto, que salientavam aquele corpo de tentação, vinha de salto alto, ela que já por si tinha quase um metro e oitenta, com um decote que deixava antever os seios volumosos e com um batom brilhante que salientava aqueles lábios carnudos, senti que era a primeira vez que a via, beijei-a e convidei-a a sentar para bebermos um copo. A vista não era a melhor, via-mos as avenidas novas enquanto bebíamos um bom vinho mas pouco importava a paisagem, estávamos ali os dois, para começar, para começar verdadeiramente quero dizer.

Depois do segundo copo falàmos de desejos obscuros e de passados mais negros ainda. Contou-me que tinha sido modelo numa conhecida agência de moda de Lisboa, a Face mas para alem de um vídeo experimental nunca fez nada demais nessa área era uma mulher linda mas com curvas bem definidas não a típica modelo magra. Contou que por vezes ia “á caça de empresários” basicamente saía para jantar sozinha em determinados restaurantes e acabava sempre em companhia de alguém que lhe pagava as contas. O seu território de “caça” preferido era o restaurante Mariposa na 24 de Julho ao lado da antiga Kapital, não sei se ainda existe?! Contou-me alguns nomes desses empresários e de como reagiam quando ela dizia o seu preço. Contou-me que o que mais gosta nas suas relações lesbo era penetrar as suas companheiras com objectos volumosos de modo a provocar algum sangue, dava-lhe tesão “rasga-las todas”, confessou-me ainda que em duas ocasiões no Art Café na avenida 24 de Julho tinha violado duas desconhecidas na casa de banho, “aquelas putas estavam a pedi-las” dizia, perguntei-lhe então pelo rapaz no convento a sua resposta fica-me gravada até hoje “vim-me a primeira vez ao ver todo aquele sangue”, ao inicio não sabia se acreditar na maior parte das coisas confesso, pensei que tudo fosse parte de um jogo erótico do qual estava a gostar, bebemos mais uns copos e mandei vir outra garrafa, tínhamos desistido de jantar íamos ficar no quarto a beber e no caso de mais tarde termos fome mandávamos vir qualquer coisa do restaurante do hotel para o quarto, desta vez pedi um Douro duas quintas, de repente diz-me que vê sombras, que nos sonhos dela vê sombras e que as vezes as vê também acordada, sabe que estão sempre com ela, que tenta lutar contra isso mas não consegue. Diz-me que muitas vezes as sombras tomam conta dela, que fica num estado como possuída, mas mudou rapidamente de conversa, pensei que fosse o vinho a falar… No fim da segunda garrafa diz que me Ama e que gostaria de beber o meu sangue, disse as duas coisas com a mesma naturalidade e paixão e ainda não sei o que me chocou mais a primeira ou a segunda, dizia que adorava ter nascido um vampiro que um dia devíamos fazer um brinde num cálice de prata, “cortamos ao de leve os nossos pulsos e versamos o nosso sangue num cálice sagrado brindamos e bebemos o nosso sangue misturado para selar o nosso amor para toda a eternidade” disse, contou-me de uns dentes caninos estilo vampiro que se aplicam nos dentes naturais e que um amigo os usava. Decidi entrar no jogo, pelo menos para mim aquele momento era um jogo, levantei-me e meti-me em pé por detrás da cadeira onde estava sentada Marta, com as duas mãos agarrei-lhe o pescoço apertando ligeiramente de modo a salientar as veias e senti o sangue pulsar, chupei com força essa zona do pescoço e não nego que me excitei, escusado será dizer que ainda mais se excitou Marta, deitei-a na cama e penetrei-a brutalmente enquanto sentia e chupava a sua pele nas zonas onde as veias eram mais salientes, fodemos de uma forma estranha onde a ideia do sangue, apesar deste não estar presente era excitante, Marta teve o orgasmo mais intenso dos dias que estivemos juntos, de tal forma que caiu para o chão e assim caída, como que desmaiada ficou cerca de um minuto, quando se levantou não era ela, aquele maravilhoso corpo nu, que outrora fora doce, meigo e submisso estava agora hirto, firme e agressivo, os olhos profundos estavam agora sem expressão com as pupilas dilatadas de tal modo que a parte negra tinha substituído a castanha ou assim parecia, a sua voz estava masculinizada, com força tentou-me agarrar, tentou avançar em direcção ao meu pescoço, pensei nas sombras de que tanto falava, foi isso que vi no olhar dela, com alguma dificuldade arrastei-a até á casa de banho e tranquei-a lá dentro, aquela voz de homem ordenava que abrisse a porta, confuso entre o vinho, o orgasmo e a excitação da adrenalina decidi deixa-la no quarto, fechada na casa de banho, vesti-me e sai, apanhei um táxi até ao hard rock café na avenida da liberdade, parei para comer um hambúrguer e beber umas cervejas. Quando ao fim da noite voltei ao hotel encontrei Marta ainda trancada no Wc, abri, estava sentada no chão a chorar como um cachorro abandonado, tinha destruído a casa de banho, vidros espalhados por todo o lado e dos seus braços escorria algum sangue disse-me que se cortou de forma propositada com os vidros “tentei gravar a sangue uma frase que não me sai da cabeça, que vem de dentro de mim para ti… só o teu amor pode salvar-me” peguei nela e levei-a para a cama, fizemos amor e adormeceu no meu peito, na minha cabeça ficou aquela frase, “só o teu amor pode salvar-me”.

 

Sabrina olhava-me incrédula mas ao mesmo tempo curiosa e não pude deixar de notar que a sua pele arrepiada, a comum “pele de galinha” fazia sobressair as suas veias naquele magro e elegante pescoço, pensei o quanto teria gostado Marta desta jornalista. Perguntei-me se também os seus mamilos estariam arrepiados, se tinha sentido alguma espécie de excitação, não contive o olhar, percorri o seu corpo talvez de forma mais demorada que o normal e Sabrina apercebeu-se…
  

About nunoserra6

A falta de Amor é a maior das pobrezas
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One Response to capitulo 3

  1. susana says:

    E para sempre num momento em que se quer mais…e mais…
    A espera do 4° capitulo

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