Capitulo 15/16

Aquele email chegado aos escritórios da Policia judiciária de lisboa não deixavam duvidas a mão ou as mãos que mataram em Lyon eram as mesmas que tinham já actuado em Sintra, o mesmo ritual que tudo levava a crer estivesse ligado ao satanismo, uma cama branca, circulo de velas, rosas, sangue.O Inspector encarregado do caso de Sintra contactou a gendarmerie de Lyon, pediu que enviassem toda a documentação do caso e lançou um alerta com a foto da suspeita do crime português para as policias de toda a europa.

Decidiu investigar mais a fundo o passado da suspeita e rapidamente chegou ao episódio do convento alentejano.

Seguiu no dia seguinte para Lyon mas com a certeza que os assassinos já não estariam na cidade, talvez nem estivessem no país.

 

 

16

 

Eram cerca das duas da manha quando Sabrina e Isabella deixaram o bar, Isabella apanhou um táxi e Sabrina aproveitou para fazer uma pequena caminhada até ao hotel, tinha bebido um pouco mais do que devia mas sentia-se bem, no caminho pensava em tudo o que lhe tinha dito Isabella e calculava que não devia passar muito tempo até a sua mentira sobre a morada de pedro ser descoberta, mas nisso pensaria depois, agora tinha que dormir e pensar no passo seguinte, deveria voltar ao sul de frança? Esquecer toda esta história? Queria voltar a ver pedro ou era melhor não voltar a ve-lo?

Ao passar pela recepção do hotel foi chamada e mais uma vez o simpático italiano disse que tinha chegado um envelope 5 minutos após Sabrina ter deixado o hotel para ir ter com Isabella. Sabrina levou o pesado envelope para o quarto, preparou mais um gin tonic do frigo bar e abriu o envelope, ficou pálida ao ver o conteúdo, reconheceu imediatamente o bloco de notas que tinha deixado propositadamente em casa de Pedro abriu, viu que Pedro  tinha escrito algumas páginas, mas antes de ler reparou num pequeno bilhete dentro do bloco de notas.

“Escrevi mais alguns capítulos da tua entrevista, amanha ao pequeno almoço continuamos, passo a apanhar-te por volta das 9”

Gerou-se um turbilhão de perguntas dentro da cabeça da pequena jornalista, como sabia que estava em Milão? Como sabia o hotel? Sabia que tinha estado com Isabella? O que tinha escrito naquelas novas páginas? Tinha sido seguida este tempo todo, e por quem?

É curioso como achamos legitimo vasculhar no passado dos outros, em obter informações dadas por terceiros sem que o directo interessado tenha a mínima ideia que andamos a investigar e depois achamos altamente imoral que façam o mesmo connosco. Passa imediatamente violação da privacidade, o ser humano é incapaz de ser imparcial terá sempre dois pesos e duas medidas e essa incapacidade reflecte-se na sociedade sendo a face mais visível a parcialidade e diferenças entre ricos e pobres, na justiça o dinheiro compra a inocência ou uma pena menos pesada, na saúde os melhores médicos e atendimento imediato, no ensino boas escolas para uns e abandono escolar para outros etc…etc..

De todas as perguntas que passaram pela mente de Sabrina apenas o conteúdo do bloco de notas podia ser revelado imediatamente por isso sem perder mais tempo Sabrina leu o caminho sangrento até Amesterdão. 

  

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A falta de Amor é a maior das pobrezas
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