Capitulo 17

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É curioso como achamos legitimo vasculhar no passado dos outros, em obter informações dadas por terceiros sem que o directo interessado tenha a mínima ideia que andamos a investigar e depois achamos altamente imoral que façam o mesmo connosco. Passa imediatamente violação da privacidade, o ser humano é incapaz de ser imparcial terá sempre dois pesos e duas medidas e essa incapacidade reflecte-se na sociedade sendo a face mais visível a parcialidade e diferenças entre ricos e pobres, na justiça o dinheiro compra a inocência ou uma pena menos pesada, na saúde os melhores médicos e atendimento imediato, no ensino boas escolas para uns e abandono escolar para outros etc…etc..De todas as perguntas que passaram pela mente de Sabrina apenas o conteúdo do bloco de notas podia ser revelado imediatamente por isso sem perder mais tempo Sabrina leu o caminho sangrento até Amesterdão. 

 

17

Eram as 9 em ponto e Sabrina estava com uns jeans e uma t-shirt rosa, com uma pequena mochila às costas em frente ao hotel íbis, António parou o carro em frente ao Hotel e convidou-a a entrar. Acompanhou-a ao Grand Hotel Verdi onde eu a esperava para o pequeno-almoço.

Na recepção do Grand Hotel Verdi perguntou por mim, disseram que não tinham ninguém com aquele nome hospedado, Sabrina virou costas e dirigiu-se á saída para perguntar a António quando o empregado da recepção a chamou pelo nome “signorina Sabrina” dizendo “tem um senhor Giorgio que a espera no quarto 612 para o pequeno-almoço”. Sem mais perguntas Sabrina subiu.

Ouvi os passos no corredor, depois ouvi bater três vezes na porta com um som tímido, abri, e fiquei petrificado sem saber o que dizer, perdido nos olhos de Sabrina, perdido no seu perfume, abraçamo-nos, puxei-a para dentro e beijei aqueles lábios que eram meus, ficamos em silêncio entre beijos e abraços cerca de dez minutos até que por fim rompi o silêncio.

Porquê? Assim, sem uma palavra, revirar o meu passado quando tudo o que te bastava era olhares-me nos olhos para ver o presente. Teria respondido a tudo, tudo o que te disse Isabella poderia ter-te contado eu. Sei que és inteligente e que provavelmente não deves ter dito a verdade sobre o meu paradeiro, mas ainda assim gostava de ter a certeza.

Disse-lhe que estavas em Lisboa, que te encontrei sempre em Lisboa. Não sei porquê, acho que quis ouvir falar de ti sem ser pela tua voz, queria uma versão imparcial dessa tua loucura. Aqueles dias em tua casa, com febre, tu que cuidavas de mim, despertou em mim um Amor que não conhecia e esse Amor veio acompanhado de um pânico de me apaixonar por um monstro, por um assassino mas agora, depois de ler o que escreveste sei que és esse assassino e ainda assim não consigo ver em ti um monstro, talvez sejas, talvez todos nós sejamos monstros uns dias e pessoas cheias de amor noutros, não sei, mas quando olho para ti não vejo esse monstro. Agora sei o que quero e por mais doentio que possa parecer, quero-te. Mas quero terminar esta entrevista também, podemos?

Não sei se sou um monstro ou se existem monstros, sei que fiz coisas monstruosas no passado, disso não tenho duvidas e no entanto pergunto-me se posso ser culpado pelo prazer que senti, terei culpa do que sinto? Sim, sou culpado dos actos, mas não do prazer que esses me deram. O mundo está cheio de monstros alguns simplesmente ainda não agiram e provavelmente irão passar o resto da vida sem agir, cometendo os mais horrendos crimes na própria mente enquanto se masturbam numa casa de banho qualquer,tantos pensam em foder menininhas de liceu, senão como explicas o sucesso de filmes como Lolita onde no imaginário do autor um professor adulto envolve-se com uma miúda de 13 anos? Sonham em violar desconhecidas ouvi-las gritar e a única coisa que os impede não é não serem monstros é simplesmente o medo, o medo de serem apanhados, têm inclusive medo que se associe esse tipo de pensamento á própria pessoa é por isso que apelidam rapidamente de monstro quem faz na luz do dia o que eles sonham de noite. Quantos desses monstros clandestinos e sorridentes á luz do dia espancam as próprias esposas na escuridão do lar? E fazem-no quase sempre só depois de ter a certeza que não são denunciados, limitam-lhes a liberdade profissional, com isso impedem-as de ter uma independência económica, acabam com a vida social eliminando o circulo de amigos da esposa e então finalmente quando as sentem isoladas frágeis e dependentes soltam aquela amostra de monstro com tomates demasiado pequenos para realizar as suas reais fantasias. Não digo com isso que o que fizemos foi correcto, não foi. Mas foi o prazer livre do momento, fomos culpados das nossas acções, mas fomos fieis a um amor, doentio, mas amor. Também quero acabar esta entrevista quero-te contar tudo, não quero ter segredos contigo, só assim faz sentido. Leste o que escrevi? Podemos continuar dai. Mas não aqui em Milão, não é muito confortável para mim como sabes depois da conversa de ontem.

Vem come alguma coisa, mandei vir o pequeno almoço para o quarto, depois se concordares saímos de Milão, provavelmente estas a ser seguida pelos homens da Isabella, mas já pensamos nisso.

 

Enquanto comíamos ligamos o pc de Sabrina e entramos num site de acompanhates de luxo, escolhemos uma morena de cabelo liso e magra chamada Francesca, ligamos e demos a morada, chegou passado meia hora, sexy, elegante e profissional, fez-se pagar antecipada de duzentos euros e começou a despir-se, quando estava só de lingerie e depois de uma troca de olhares e sorrisos entre mim e Sabrina mandamos Francesca parar de se despir, era agora o momento de se vestir, Sabrina deu-lhe os jeans e a t-shirt rosa, juntamente com a mochila vazia e demos mais 50 euros á nossa escort para descer e entrar no carro com António para dar uma volta á cidade de duas horas no carro.

Depois de receber o sms de António a confirmar que estavam dois carros a segui-lo descemos juntos com um look de rappers, chapéus, pulseiras, óculos, e entramos num táxi em direcção á estação central onde apanhamos o comboio em direcção a ventimiglia.

Que desilusão para Isabella quando encontrar a escort devia ter-lhe mandado um puto giro.

Já que estamos num comboio como na tua fuga de Lyon a Amsterdão e a viagem dura quatro horas que tal aproveitar para continuar a entrevista?Vamos conta-me o que se passou em Amsterdão?

Já tinha saudades de te ouvir ir directa ao assunto, está de volta a inquisidora da santa igreja.

Alugámos um pequeno apartamento durante uma semana, sempre sem documentos e pago em dinheiro.

Os primeiros dias foram de nervosismo, em Marta  crescia a sensação de ser perseguida, tinha pesadelos constantes, cortava-se nos pulsos ás escondidas, não dormia nada e como consequência nem eu dormia mas ao mesmo tempo crescia nela a fome de caçar, dizia que queria uma virgem no altar, vestida de branco, sim queria uma noiva virgem. A brincar disse-lhe que podíamos raptar uma noiva no altar, respondeu-me bruscamente que no altar já não há virgens usam o vestido para enganar a família e por vezes o marido.

Os dias passavam e a agitação em nós crescia, ao quinto dia naquela casa bateram á porta, Marta  ficou em pânico quando viu que era a policia, disse-lhe para ficar no quarto e abri a porta, faziam perguntas sobre um acidente ali em frente na noite anterior, anotaram o que lhes disse e seguiram para as outras casas.

No dia seguinte deixámos a casa e fomos para um pequeno hotel ás portas de Amesterdão, durante o dia passeamos pelo campo com intenção de fazer um picnic, campos coloridos cheios de flores num mix de vermelho , amarelo, roxo e moinhos branco com grandes pás que giravam ao recolher o vento, num desses moinhos que estava abandonado metemos a toalha de picnic com o típico padrão vermelho e branco ao xadrez no chão e espalhamos o pão, o vinho, o queijo e compotas várias que tínhamos comprado, dois copos de plástico e o nosso punhal de prata.

Degustávamos com tranquilidade o nosso momento de relax quando fomos interrompidos por um “boa tarde” dito em holandês,

Olhamos para trás e vimos uma jovem loira de cabelo apanhado num rabo de cavalo, os olhos verdes como esmeraldas, baixa para ser holandesa devia ter cerca de 1,60 usava um vestido floreal em tons de vermelho e sorria parada na entrada da porta com o sol que espreitava por trás do seu ombro, cheia de luz, devia ter no máximo 19 anos ao seu lado uma bicicleta e pendurada no seu pescoço uma máquina fotográfica.

Respondemos em inglês e perguntamos o que fazia por ali, disse gostar de fotografia e que aproveitou aquele dia de sol para tirar umas fotos pelo campo. Convidamos a nossa hospede a sentar, perguntamos como se chamava, disse chamar-se Ellen, vivia em Roterdão mas tinha vindo a uma entrevista de emprego a Amsterdão e depois tinha aproveitado o resto do dia para fotografar paisagens uma das suas paixões. Marta  contou-lhe que também ela era fotografa e depois de alguns copos de vinho propôs de fazer algumas fotos á jovem Ellen. Usaram o moinho como pano de fundo e fizeram alguns cenários de contraste entre o branco de uma velha pá eólica abandonada o vermelho do vestido e aquela pele dourada de sorriso radioso, Ellen imitava algumas poses conhecidas como a de Marlyn Monroe com o vestido branco e divertiam-se as duas numa cumplicidade estranha. Marta pediu a Ellen que tirasse o vestido para umas fotos mais sensuais em lingerie, Ellen não pensou duas vezes dizendo apenas que sem maquiagem não ficam tão bem, tirou o vestido e ficou com uma confortável cuequinha vermelha de algodão e um sutien a condizer, tinha o peito grande, bonito, Marta  endireitou-lhe o decote e continuou com as fotos. Eu era um espectador com um copo de vinho na mão, saboreava o momento. A foto seguinte seria a mais ousada, Marta  propôs a Ellen de ficar presa na grande pá do moinho que estava no chão sem funcionar, mas ainda com o fundo branco e com uma gigantesca cruz de madeira que suportava toda a estrutura, estava encostada a uma das paredes internas do moinho, tinha sido retirada do local original devido ao risco de queda pelas más condições de manutenção daquele magnifico edifício que outrora fora fundamental para a economia da região mas que agora estava ao abandono. “Vamos simular uma foto de cristo na cruz, mas com uma magnifica mulher como tu a fazer de cristo”. Ellen era uma jovem apaixonada por fotografia artística e adorou a ideia, perguntou como seria presa, Marta  disse que iriamos usar as cintas de cabedal do nosso cesto de picnic para ligar as duas mãos á trave que sustêm cada uma das pás do moinho e que usaríamos o cinto das minhas calças para prender as pernas, deveria aguentar o peso. Ellen concordou, perguntou a Marta  se não ficaria melhor se o seu corpo estivesse sujo com terra para criar a ilusão das chagas de cristo e se não ficaria melhor de peito nu, sem sutien, seria um momento de imortalidade, Ellen como Cristo dizia. Aquelas frases foram musica para Marta  e para mim, concordámos imediatamente, mas Marta  sugeriu então fazer a foto de nu integral. Ellen despiu-se, eu e Marta  despejamos alguma água na terra de modo a fazer lama e sujamos o corpo nu de Ellen, sujámos um dos seus seios maravilhosamente redondos e firmes, sujamos o baixo ventre, ligeiramente o rosto, as pernas pela altura da coxa e por fim sujamos ao de leve aquela vagina com uma ligeira pelugem alourada e que sentimos perfumada e quente. Estava tudo pronto, podíamos prender a nossa rainha de Luz na sua cruz, cruz que ela própria escolheu e ajudou a preparar para uma foto que seria eterna.

Deitámos a grande roda eólica e Ellen deitou o seu corpo na posição indicada, prendemos primeiro o braço esquerdo forte á altura do pulso, depois o direito. Ellen sorria, como um cordeiro inocente que saltita mesmo a caminho do sacrifício, só a consciência do perigo traz o medo e assim como o cordeiro não sabia que ia ser degolado para ser oferecido aos deuses a pequena holandesa também não sabia o que estava para acontecer por isso, por essa falta de conhecimento Ellen estava feliz no seu set fotográfico, a ignorância é fundamental á felicidade. Prendemos por fim as pernas, juntas, pela altura do tornozelo. Era agora altura de levantar a grande roda e apoia-la á parede. Ellen estava linda lá no alto, como um verdadeiro Cristo num templo católico e nós eramos os seus discípulos, os seus seguidores mais fieis, ajoelhamo-nos e rezamos um pai nosso de forma sentida e instintiva, Ellen do alto manteve a pose e olhou-nos sem fazer perguntas. Marta tirou a primeira foto, viu a foto e apagou. “Estás muito sorridente, muito feliz, tem pouco a ver com o sofrimento de Cristo na Cruz, sei como posso resolver isso, confia em mim”. Em frente a Ellen despiu-se, A pequena holandesa tinha tesão no olhar ao ver aquele striptease pendurada numa cruz depois Marta  avançou para o nosso cesto de picnic e retirou o punhal, virou-se e mostrou-o a Ellen dizendo “Talvez assim percebas melhor”, Ellen pensou ser um jogo uma brincadeira e manteve o sorriso mas Marta  rapidamente a fez perceber que não brincava, aproximou-se da grande pá eólica que sustinha Ellen enquanto brincava com o punhal, chegada junto a Ellen achou curioso que os seus olhos ficassem exactamente á altura da vagina de Ellen, respirou fundo para sentir o perfume que sai de dentro da jovem holandesa, beijou ao de leve o interior da sua coxa, olhou Ellen nos olhos e viu prazer no olhar dela. Enquanto mantinham o olhar, Marta  desferiu um pequeno golpe no interior da coxa esquerda com o punhal, não muito profundo mas o suficiente para Ellen gritar. Da perna escorria um fio de sangue, Marta  lambeu, voltou a olhar Ellen e disse “grita á vontade, aqui ninguém te ouve e os teus gritos neste momento são uma doce melodia para mim”. Na altura do gémeo da perna direita desferiu outro golpe, desta vez mais profundo, ao que correspondeu um grito mais estridente. Ellen sangrava bastante daquele corte e lutava para sair da cruz, Marta  olhou-a enquanto lambia o punhal ensanguenado, com a língua ainda com sangue lambeu ao de leve a vagina de Ellen. A jovem holandesa estava desesperada, tentava com todas as forças libertar-se. Marta pegou na máquina fotográfica e tirou outra foto “assim está melhor, mas ainda não está como eu quero, prometo-te que se te portares bem e parares com esses gritos esta foto vai ser uma obra prima vista por milhares de pessoas” Ellen estranhamente acalmou com aquelas palavras, a fome de reconhecimento por parte de uma multidão de estranhos faz com que algumas pessoas cometam as maiores parvoíces, perdem valores que sempre defenderam, perdem a dignidade e neste caso Ellen que estava em risco de perder a vida, bastou aquela pequena alusão á fama fez a pequena holandesa acalmar. A parte branca na parte inferior da pá que crucificava Ellen tinha agora dois riscos vermelhos e tal como um santo sudário absorvia o sangue desta Crista. Decidi juntar-me então também eu á festa, rodei a pá de forma a deixar Ellen crucificada de cabeça para baixo numa cruz invertida, beijei-a enquanto gritava. Marta fez um pequeno corte poucos centímetros abaixo da mama direita, o sangue escorria pelo corpo de Ellen, o seu rosto pálido estava agora vermelho devido á crucificação invertida, o sangue invadia-lhe as narinas e quando o sangue lhe tocou os lábios Ellen já tinha desistido de gritar, eu e Marta  beijamos a sua boca de forma alternada. Em pé mais uma vez, Marta  achou uma doce sensação ver que a vagina apesar de estar de pernas para o ar mantinha-se na mesma posição, tinha no entanto mudado o perfume, com o corte no interior da coxa esquerda a deixar o seu sangue escorrer pela vagina de Ellen, lambemos a sua vagina enquanto acariciávamos o seu clitóris para forçar um orgasmo, ao sentir que Ellen se estava a vir, Marta  enfiou repetidamente o punhal dentro da vagina da pequena holandesa de forma tão violenta que os gritos de dor foram ensurdecedores. Beijamos Ellen que tremia de dores e perdia sangue e sentamo-nos a beber um copo de vinho com algumas gotas do sangue de Ellen enquanto admirávamos aquele Cristo invertido que sangrava, Marta  fez a ultima foto ao sofrimento de Ellen, aos seus últimos suspiros antes do brinde, brindámos e degolou-a como se faz a um cordeiro. O Sangue escorreu então pelo santo sudário branco que ficou vermelho, Marta  ajoelhou-se a rezar e em seguida, sempre de joelhos beijou o corpo da Crista, excitada gritava vem, quero-te. Peguei então em Marta  que enrolou as suas pernas a mim ,encostei-a á nossa Crista e penetrei-a, cada vez com mais violência, o seu corpo sentia Ellen pendurada que escorria sangue nas suas costas e o Calor da minha tesão que a empurrava pela frente, foi um orgasmo divinal.

  

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A falta de Amor é a maior das pobrezas
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