Capitulo 17

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É curioso como achamos legitimo vasculhar no passado dos outros, em obter informações dadas por terceiros sem que o directo interessado tenha a mínima ideia que andamos a investigar e depois achamos altamente imoral que façam o mesmo connosco. Passa imediatamente violação da privacidade, o ser humano é incapaz de ser imparcial terá sempre dois pesos e duas medidas e essa incapacidade reflecte-se na sociedade sendo a face mais visível a parcialidade e diferenças entre ricos e pobres, na justiça o dinheiro compra a inocência ou uma pena menos pesada, na saúde os melhores médicos e atendimento imediato, no ensino boas escolas para uns e abandono escolar para outros etc…etc..De todas as perguntas que passaram pela mente de Sabrina apenas o conteúdo do bloco de notas podia ser revelado imediatamente por isso sem perder mais tempo Sabrina leu o caminho sangrento até Amesterdão. 

 

17

Eram as 9 em ponto e Sabrina estava com uns jeans e uma t-shirt rosa, com uma pequena mochila às costas em frente ao hotel íbis, António parou o carro em frente ao Hotel e convidou-a a entrar. Acompanhou-a ao Grand Hotel Verdi onde eu a esperava para o pequeno-almoço.

Na recepção do Grand Hotel Verdi perguntou por mim, disseram que não tinham ninguém com aquele nome hospedado, Sabrina virou costas e dirigiu-se á saída para perguntar a António quando o empregado da recepção a chamou pelo nome “signorina Sabrina” dizendo “tem um senhor Giorgio que a espera no quarto 612 para o pequeno-almoço”. Sem mais perguntas Sabrina subiu.

Ouvi os passos no corredor, depois ouvi bater três vezes na porta com um som tímido, abri, e fiquei petrificado sem saber o que dizer, perdido nos olhos de Sabrina, perdido no seu perfume, abraçamo-nos, puxei-a para dentro e beijei aqueles lábios que eram meus, ficamos em silêncio entre beijos e abraços cerca de dez minutos até que por fim rompi o silêncio.

Porquê? Assim, sem uma palavra, revirar o meu passado quando tudo o que te bastava era olhares-me nos olhos para ver o presente. Teria respondido a tudo, tudo o que te disse Isabella poderia ter-te contado eu. Sei que és inteligente e que provavelmente não deves ter dito a verdade sobre o meu paradeiro, mas ainda assim gostava de ter a certeza.

Disse-lhe que estavas em Lisboa, que te encontrei sempre em Lisboa. Não sei porquê, acho que quis ouvir falar de ti sem ser pela tua voz, queria uma versão imparcial dessa tua loucura. Aqueles dias em tua casa, com febre, tu que cuidavas de mim, despertou em mim um Amor que não conhecia e esse Amor veio acompanhado de um pânico de me apaixonar por um monstro, por um assassino mas agora, depois de ler o que escreveste sei que és esse assassino e ainda assim não consigo ver em ti um monstro, talvez sejas, talvez todos nós sejamos monstros uns dias e pessoas cheias de amor noutros, não sei, mas quando olho para ti não vejo esse monstro. Agora sei o que quero e por mais doentio que possa parecer, quero-te. Mas quero terminar esta entrevista também, podemos?

Não sei se sou um monstro ou se existem monstros, sei que fiz coisas monstruosas no passado, disso não tenho duvidas e no entanto pergunto-me se posso ser culpado pelo prazer que senti, terei culpa do que sinto? Sim, sou culpado dos actos, mas não do prazer que esses me deram. O mundo está cheio de monstros alguns simplesmente ainda não agiram e provavelmente irão passar o resto da vida sem agir, cometendo os mais horrendos crimes na própria mente enquanto se masturbam numa casa de banho qualquer,tantos pensam em foder menininhas de liceu, senão como explicas o sucesso de filmes como Lolita onde no imaginário do autor um professor adulto envolve-se com uma miúda de 13 anos? Sonham em violar desconhecidas ouvi-las gritar e a única coisa que os impede não é não serem monstros é simplesmente o medo, o medo de serem apanhados, têm inclusive medo que se associe esse tipo de pensamento á própria pessoa é por isso que apelidam rapidamente de monstro quem faz na luz do dia o que eles sonham de noite. Quantos desses monstros clandestinos e sorridentes á luz do dia espancam as próprias esposas na escuridão do lar? E fazem-no quase sempre só depois de ter a certeza que não são denunciados, limitam-lhes a liberdade profissional, com isso impedem-as de ter uma independência económica, acabam com a vida social eliminando o circulo de amigos da esposa e então finalmente quando as sentem isoladas frágeis e dependentes soltam aquela amostra de monstro com tomates demasiado pequenos para realizar as suas reais fantasias. Não digo com isso que o que fizemos foi correcto, não foi. Mas foi o prazer livre do momento, fomos culpados das nossas acções, mas fomos fieis a um amor, doentio, mas amor. Também quero acabar esta entrevista quero-te contar tudo, não quero ter segredos contigo, só assim faz sentido. Leste o que escrevi? Podemos continuar dai. Mas não aqui em Milão, não é muito confortável para mim como sabes depois da conversa de ontem.

Vem come alguma coisa, mandei vir o pequeno almoço para o quarto, depois se concordares saímos de Milão, provavelmente estas a ser seguida pelos homens da Isabella, mas já pensamos nisso.

 

Enquanto comíamos ligamos o pc de Sabrina e entramos num site de acompanhates de luxo, escolhemos uma morena de cabelo liso e magra chamada Francesca, ligamos e demos a morada, chegou passado meia hora, sexy, elegante e profissional, fez-se pagar antecipada de duzentos euros e começou a despir-se, quando estava só de lingerie e depois de uma troca de olhares e sorrisos entre mim e Sabrina mandamos Francesca parar de se despir, era agora o momento de se vestir, Sabrina deu-lhe os jeans e a t-shirt rosa, juntamente com a mochila vazia e demos mais 50 euros á nossa escort para descer e entrar no carro com António para dar uma volta á cidade de duas horas no carro.

Depois de receber o sms de António a confirmar que estavam dois carros a segui-lo descemos juntos com um look de rappers, chapéus, pulseiras, óculos, e entramos num táxi em direcção á estação central onde apanhamos o comboio em direcção a ventimiglia.

Que desilusão para Isabella quando encontrar a escort devia ter-lhe mandado um puto giro.

Já que estamos num comboio como na tua fuga de Lyon a Amsterdão e a viagem dura quatro horas que tal aproveitar para continuar a entrevista?Vamos conta-me o que se passou em Amsterdão?

Já tinha saudades de te ouvir ir directa ao assunto, está de volta a inquisidora da santa igreja.

Alugámos um pequeno apartamento durante uma semana, sempre sem documentos e pago em dinheiro.

Os primeiros dias foram de nervosismo, em Marta  crescia a sensação de ser perseguida, tinha pesadelos constantes, cortava-se nos pulsos ás escondidas, não dormia nada e como consequência nem eu dormia mas ao mesmo tempo crescia nela a fome de caçar, dizia que queria uma virgem no altar, vestida de branco, sim queria uma noiva virgem. A brincar disse-lhe que podíamos raptar uma noiva no altar, respondeu-me bruscamente que no altar já não há virgens usam o vestido para enganar a família e por vezes o marido.

Os dias passavam e a agitação em nós crescia, ao quinto dia naquela casa bateram á porta, Marta  ficou em pânico quando viu que era a policia, disse-lhe para ficar no quarto e abri a porta, faziam perguntas sobre um acidente ali em frente na noite anterior, anotaram o que lhes disse e seguiram para as outras casas.

No dia seguinte deixámos a casa e fomos para um pequeno hotel ás portas de Amesterdão, durante o dia passeamos pelo campo com intenção de fazer um picnic, campos coloridos cheios de flores num mix de vermelho , amarelo, roxo e moinhos branco com grandes pás que giravam ao recolher o vento, num desses moinhos que estava abandonado metemos a toalha de picnic com o típico padrão vermelho e branco ao xadrez no chão e espalhamos o pão, o vinho, o queijo e compotas várias que tínhamos comprado, dois copos de plástico e o nosso punhal de prata.

Degustávamos com tranquilidade o nosso momento de relax quando fomos interrompidos por um “boa tarde” dito em holandês,

Olhamos para trás e vimos uma jovem loira de cabelo apanhado num rabo de cavalo, os olhos verdes como esmeraldas, baixa para ser holandesa devia ter cerca de 1,60 usava um vestido floreal em tons de vermelho e sorria parada na entrada da porta com o sol que espreitava por trás do seu ombro, cheia de luz, devia ter no máximo 19 anos ao seu lado uma bicicleta e pendurada no seu pescoço uma máquina fotográfica.

Respondemos em inglês e perguntamos o que fazia por ali, disse gostar de fotografia e que aproveitou aquele dia de sol para tirar umas fotos pelo campo. Convidamos a nossa hospede a sentar, perguntamos como se chamava, disse chamar-se Ellen, vivia em Roterdão mas tinha vindo a uma entrevista de emprego a Amsterdão e depois tinha aproveitado o resto do dia para fotografar paisagens uma das suas paixões. Marta  contou-lhe que também ela era fotografa e depois de alguns copos de vinho propôs de fazer algumas fotos á jovem Ellen. Usaram o moinho como pano de fundo e fizeram alguns cenários de contraste entre o branco de uma velha pá eólica abandonada o vermelho do vestido e aquela pele dourada de sorriso radioso, Ellen imitava algumas poses conhecidas como a de Marlyn Monroe com o vestido branco e divertiam-se as duas numa cumplicidade estranha. Marta pediu a Ellen que tirasse o vestido para umas fotos mais sensuais em lingerie, Ellen não pensou duas vezes dizendo apenas que sem maquiagem não ficam tão bem, tirou o vestido e ficou com uma confortável cuequinha vermelha de algodão e um sutien a condizer, tinha o peito grande, bonito, Marta  endireitou-lhe o decote e continuou com as fotos. Eu era um espectador com um copo de vinho na mão, saboreava o momento. A foto seguinte seria a mais ousada, Marta  propôs a Ellen de ficar presa na grande pá do moinho que estava no chão sem funcionar, mas ainda com o fundo branco e com uma gigantesca cruz de madeira que suportava toda a estrutura, estava encostada a uma das paredes internas do moinho, tinha sido retirada do local original devido ao risco de queda pelas más condições de manutenção daquele magnifico edifício que outrora fora fundamental para a economia da região mas que agora estava ao abandono. “Vamos simular uma foto de cristo na cruz, mas com uma magnifica mulher como tu a fazer de cristo”. Ellen era uma jovem apaixonada por fotografia artística e adorou a ideia, perguntou como seria presa, Marta  disse que iriamos usar as cintas de cabedal do nosso cesto de picnic para ligar as duas mãos á trave que sustêm cada uma das pás do moinho e que usaríamos o cinto das minhas calças para prender as pernas, deveria aguentar o peso. Ellen concordou, perguntou a Marta  se não ficaria melhor se o seu corpo estivesse sujo com terra para criar a ilusão das chagas de cristo e se não ficaria melhor de peito nu, sem sutien, seria um momento de imortalidade, Ellen como Cristo dizia. Aquelas frases foram musica para Marta  e para mim, concordámos imediatamente, mas Marta  sugeriu então fazer a foto de nu integral. Ellen despiu-se, eu e Marta  despejamos alguma água na terra de modo a fazer lama e sujamos o corpo nu de Ellen, sujámos um dos seus seios maravilhosamente redondos e firmes, sujamos o baixo ventre, ligeiramente o rosto, as pernas pela altura da coxa e por fim sujamos ao de leve aquela vagina com uma ligeira pelugem alourada e que sentimos perfumada e quente. Estava tudo pronto, podíamos prender a nossa rainha de Luz na sua cruz, cruz que ela própria escolheu e ajudou a preparar para uma foto que seria eterna.

Deitámos a grande roda eólica e Ellen deitou o seu corpo na posição indicada, prendemos primeiro o braço esquerdo forte á altura do pulso, depois o direito. Ellen sorria, como um cordeiro inocente que saltita mesmo a caminho do sacrifício, só a consciência do perigo traz o medo e assim como o cordeiro não sabia que ia ser degolado para ser oferecido aos deuses a pequena holandesa também não sabia o que estava para acontecer por isso, por essa falta de conhecimento Ellen estava feliz no seu set fotográfico, a ignorância é fundamental á felicidade. Prendemos por fim as pernas, juntas, pela altura do tornozelo. Era agora altura de levantar a grande roda e apoia-la á parede. Ellen estava linda lá no alto, como um verdadeiro Cristo num templo católico e nós eramos os seus discípulos, os seus seguidores mais fieis, ajoelhamo-nos e rezamos um pai nosso de forma sentida e instintiva, Ellen do alto manteve a pose e olhou-nos sem fazer perguntas. Marta tirou a primeira foto, viu a foto e apagou. “Estás muito sorridente, muito feliz, tem pouco a ver com o sofrimento de Cristo na Cruz, sei como posso resolver isso, confia em mim”. Em frente a Ellen despiu-se, A pequena holandesa tinha tesão no olhar ao ver aquele striptease pendurada numa cruz depois Marta  avançou para o nosso cesto de picnic e retirou o punhal, virou-se e mostrou-o a Ellen dizendo “Talvez assim percebas melhor”, Ellen pensou ser um jogo uma brincadeira e manteve o sorriso mas Marta  rapidamente a fez perceber que não brincava, aproximou-se da grande pá eólica que sustinha Ellen enquanto brincava com o punhal, chegada junto a Ellen achou curioso que os seus olhos ficassem exactamente á altura da vagina de Ellen, respirou fundo para sentir o perfume que sai de dentro da jovem holandesa, beijou ao de leve o interior da sua coxa, olhou Ellen nos olhos e viu prazer no olhar dela. Enquanto mantinham o olhar, Marta  desferiu um pequeno golpe no interior da coxa esquerda com o punhal, não muito profundo mas o suficiente para Ellen gritar. Da perna escorria um fio de sangue, Marta  lambeu, voltou a olhar Ellen e disse “grita á vontade, aqui ninguém te ouve e os teus gritos neste momento são uma doce melodia para mim”. Na altura do gémeo da perna direita desferiu outro golpe, desta vez mais profundo, ao que correspondeu um grito mais estridente. Ellen sangrava bastante daquele corte e lutava para sair da cruz, Marta  olhou-a enquanto lambia o punhal ensanguenado, com a língua ainda com sangue lambeu ao de leve a vagina de Ellen. A jovem holandesa estava desesperada, tentava com todas as forças libertar-se. Marta pegou na máquina fotográfica e tirou outra foto “assim está melhor, mas ainda não está como eu quero, prometo-te que se te portares bem e parares com esses gritos esta foto vai ser uma obra prima vista por milhares de pessoas” Ellen estranhamente acalmou com aquelas palavras, a fome de reconhecimento por parte de uma multidão de estranhos faz com que algumas pessoas cometam as maiores parvoíces, perdem valores que sempre defenderam, perdem a dignidade e neste caso Ellen que estava em risco de perder a vida, bastou aquela pequena alusão á fama fez a pequena holandesa acalmar. A parte branca na parte inferior da pá que crucificava Ellen tinha agora dois riscos vermelhos e tal como um santo sudário absorvia o sangue desta Crista. Decidi juntar-me então também eu á festa, rodei a pá de forma a deixar Ellen crucificada de cabeça para baixo numa cruz invertida, beijei-a enquanto gritava. Marta fez um pequeno corte poucos centímetros abaixo da mama direita, o sangue escorria pelo corpo de Ellen, o seu rosto pálido estava agora vermelho devido á crucificação invertida, o sangue invadia-lhe as narinas e quando o sangue lhe tocou os lábios Ellen já tinha desistido de gritar, eu e Marta  beijamos a sua boca de forma alternada. Em pé mais uma vez, Marta  achou uma doce sensação ver que a vagina apesar de estar de pernas para o ar mantinha-se na mesma posição, tinha no entanto mudado o perfume, com o corte no interior da coxa esquerda a deixar o seu sangue escorrer pela vagina de Ellen, lambemos a sua vagina enquanto acariciávamos o seu clitóris para forçar um orgasmo, ao sentir que Ellen se estava a vir, Marta  enfiou repetidamente o punhal dentro da vagina da pequena holandesa de forma tão violenta que os gritos de dor foram ensurdecedores. Beijamos Ellen que tremia de dores e perdia sangue e sentamo-nos a beber um copo de vinho com algumas gotas do sangue de Ellen enquanto admirávamos aquele Cristo invertido que sangrava, Marta  fez a ultima foto ao sofrimento de Ellen, aos seus últimos suspiros antes do brinde, brindámos e degolou-a como se faz a um cordeiro. O Sangue escorreu então pelo santo sudário branco que ficou vermelho, Marta  ajoelhou-se a rezar e em seguida, sempre de joelhos beijou o corpo da Crista, excitada gritava vem, quero-te. Peguei então em Marta  que enrolou as suas pernas a mim ,encostei-a á nossa Crista e penetrei-a, cada vez com mais violência, o seu corpo sentia Ellen pendurada que escorria sangue nas suas costas e o Calor da minha tesão que a empurrava pela frente, foi um orgasmo divinal.

  

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Capitulo 15/16

Aquele email chegado aos escritórios da Policia judiciária de lisboa não deixavam duvidas a mão ou as mãos que mataram em Lyon eram as mesmas que tinham já actuado em Sintra, o mesmo ritual que tudo levava a crer estivesse ligado ao satanismo, uma cama branca, circulo de velas, rosas, sangue.O Inspector encarregado do caso de Sintra contactou a gendarmerie de Lyon, pediu que enviassem toda a documentação do caso e lançou um alerta com a foto da suspeita do crime português para as policias de toda a europa.

Decidiu investigar mais a fundo o passado da suspeita e rapidamente chegou ao episódio do convento alentejano.

Seguiu no dia seguinte para Lyon mas com a certeza que os assassinos já não estariam na cidade, talvez nem estivessem no país.

 

 

16

 

Eram cerca das duas da manha quando Sabrina e Isabella deixaram o bar, Isabella apanhou um táxi e Sabrina aproveitou para fazer uma pequena caminhada até ao hotel, tinha bebido um pouco mais do que devia mas sentia-se bem, no caminho pensava em tudo o que lhe tinha dito Isabella e calculava que não devia passar muito tempo até a sua mentira sobre a morada de pedro ser descoberta, mas nisso pensaria depois, agora tinha que dormir e pensar no passo seguinte, deveria voltar ao sul de frança? Esquecer toda esta história? Queria voltar a ver pedro ou era melhor não voltar a ve-lo?

Ao passar pela recepção do hotel foi chamada e mais uma vez o simpático italiano disse que tinha chegado um envelope 5 minutos após Sabrina ter deixado o hotel para ir ter com Isabella. Sabrina levou o pesado envelope para o quarto, preparou mais um gin tonic do frigo bar e abriu o envelope, ficou pálida ao ver o conteúdo, reconheceu imediatamente o bloco de notas que tinha deixado propositadamente em casa de Pedro abriu, viu que Pedro  tinha escrito algumas páginas, mas antes de ler reparou num pequeno bilhete dentro do bloco de notas.

“Escrevi mais alguns capítulos da tua entrevista, amanha ao pequeno almoço continuamos, passo a apanhar-te por volta das 9”

Gerou-se um turbilhão de perguntas dentro da cabeça da pequena jornalista, como sabia que estava em Milão? Como sabia o hotel? Sabia que tinha estado com Isabella? O que tinha escrito naquelas novas páginas? Tinha sido seguida este tempo todo, e por quem?

É curioso como achamos legitimo vasculhar no passado dos outros, em obter informações dadas por terceiros sem que o directo interessado tenha a mínima ideia que andamos a investigar e depois achamos altamente imoral que façam o mesmo connosco. Passa imediatamente violação da privacidade, o ser humano é incapaz de ser imparcial terá sempre dois pesos e duas medidas e essa incapacidade reflecte-se na sociedade sendo a face mais visível a parcialidade e diferenças entre ricos e pobres, na justiça o dinheiro compra a inocência ou uma pena menos pesada, na saúde os melhores médicos e atendimento imediato, no ensino boas escolas para uns e abandono escolar para outros etc…etc..

De todas as perguntas que passaram pela mente de Sabrina apenas o conteúdo do bloco de notas podia ser revelado imediatamente por isso sem perder mais tempo Sabrina leu o caminho sangrento até Amesterdão. 

  

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capitulo 14/15

“Encontrei-a” disse António no sms que me enviou… “Sabrina está em Milão, a fazer perguntas de como tudo começou, como devo agir?”

A mensagem abalou-me, imaginei que Sabrina tivesse regressado ao Porto por não querer lidar mais com esta história e afinal descubro que estava em Milão a desenterrar o passado e as suas perigosas revelações.

Desde que Sabrina abandonou a minha casa, os meus dias tinham sido a escrever  e a reviver o que se passou, andava agitado com essa viagem ao passado mas acreditava que era necessário para ser fiel ao que prometi a Sabrina, afectava-me também a ideia que Sabrina tivesse optado por abandonar esta relação que nascia para não ter que lidar com o que aconteceu, mas afinal esta noticia de António mostrava o contrário, Sabrina não queria apenas a minha versão, queria saber mais, queria recolher toda a informação e não bastava só aquele que eu fornecia. Por que motivo? O que procurava Sabrina?… estava confuso.

Respondi a António, “mantém Sabrina debaixo de olho, sem te fazeres notar, por volta da hora de Jantar chego a Milão”

Sabrina estava hospedada no hotel Ibis, perto da “piazza della republica” e eu reservei um quarto no Grande Hotel Verdi na  “ via melchiore gioia” eram perto o suficiente para a controlar e longe o bastante para evitar encontros imprevistos.

Cheguei ao hotel por volta da hora de jantar, arrumei as poucas coisas que levei comigo e fiquei a sentado na cama a pensar como seria reencontra-la assim, de surpresa… António tinha-me informado que Sabrina estava a jantar numa pizzeria. pedi-lhe que me informa-se de todos os passos, principalmente de quando regressava ao hotel.

Por volta das 23 horas Sabrina regressou ao seu quarto no Ibis, ás 23.30 o telefone do quarto de Sabrina tocou, era da recepção com uma mensagem. “Signorina entregaram um envelope para si na recepção”

Sabrina desceu, retirou o envelope e dirigiu-se ao bar, pediu um gin tonic antes de abrir o inesperado envelope, bebeu um gole prolongado antes de ganhar coragem e por fim lá abriu a mensagem misteriosa.

“Espero por si as 24:00 no Bar 35, pergunte na recepção, fica perto”

Sabrina olhou o relógio, faltavam 15 minutos, bebeu o gin e perguntou á empregada se conhecia o Bar 35, a simpática italiana indicou-lhe o caminho para uma bar que ficava a 5 minutos do hotel.

Sabrina caminhou por uma rua à saída do Ibis cheia de pequenos bares, por momentos teve a sensação de não estar em Itália, muito menos em Milão, eram bares turcos, egipcianos, da eritrea, bares gay, bares nigerianos e senegaleses, somalis, uns com um design elegante outros autenticas tabernas covos de criminosos e negócios pouco claros, o 35 era um dos poucos bares elegantes da rua mas nem por isso os negócios eram mais limpos.

À porta um grupo de amigos fumava, duas mulheres morenas com peito de silicone e lábios refeitos na casa dos 40 bebiam vinho tinto e flirtavam com dois “casanovas” da mesma idade que preferiam mojitos, um grupo de jovens modelos de leste estavam na companhia de um homem de 60 anos em amena cavaqueira, todos com flutes de champagne, ao entrar no bar35 viu um balção com bancos altos todos ocupados e onde os clientes em conversa entre eles tinham vários cocktails coloridos à frente, os barman não desiludiam a rua multi-étnica um senegales e um espanhol davam alma e elegância ao local, das 5 mesas 4 estavam cheias, umas com casais apaixonados outras com grupos de amigos e pelo que se apercebeu uma mesa com um grupo de desconhecidos solitários que se tinham acabado de conhecer no bar e partilhavam uma bebida em companhia, a única mesa vazia tinha um cartaz a dizer “riservato per Sabrina” e tinha uma garrafa de espumante por abrir no gelo.

“Ciao “

Sabrina olhou-a, 1,65, morena, magra, peito médio, lábios carnudos e olhar profundo, perto dos 50 anos, Isabella era italiana mas com origens espanholas da andaluzia. Sabrina só conhecia o nome de Isabella, ouvi-o como uma sombra em várias investigações de crimes internacionais e finalmente agora podia dar um rosto áquela sombra.

Olá, respondeu Sabrina.

As duas sentaram-se na mesa daquele pequeno bar e abriram a garrafa de espumante de franciacorta, brindaram e Isabella foi directa ao assunto.

Trouxeste o que te pedi?

Sabrina disse que sim, e entregou um envelope com uma fotografia de Pedro que dormia ao seu lado.

Então é mesmo verdade… está livre e vivo…

Sim… e se me deres todas as informações que prometeste digo-te onde o podes encontrar.

Eu só conheço umas partes da história que te conto em seguida, mas para perceberes o que queres não chega, tens que investigar uma ligação estranha a um mundo espiritual que não conheço nem acredito. Mas digo-te o que sei, foi isso o combinado..

Desde o primeiro dia que o vi, fiquei enfeitiçada por aquele puto português que me olhava nos olhos de uma forma tão intensa que parecia nem ligar ao pequeno detalhe que eu estava ali com um representante de uma família mafiosa calabresa da ‘ndrangheta. Encontramos-nos num café aqui em Milão, na via Vitor Pisani a primeira vez para tentar encontrar um modo de voltar a meter no mercado cerca de 70 milhões de francos suiços provenientes de um assalto à central de correiros suiços há mais de duas decadas. Como em todos estes “negócios” exitem mil falcatruas e mentiras, já ninguém respeita o código de honra… e assim sendo pedi prova àquele puto, o Pedro, da existência de tal dinheiro, fê-lo de imediato entregando-me 3 notas dizendo que podia controlar o numero de serie e que assim confirmava a proveniência. era dinheiro demasiado quente e poucos arriscavam a brincar com os Suiços quando se trata de dinheiro.. Na Suiça podes cometer um homicídio, mas nunca tocar nos bolsos do suiços. Como alto dirigente de um banco suíço, sei isso como ninguém. Aquele café deixou-me curiosa, como é que tinha chegado até mim, como teve acesso a esta rede de contactos que apresentava e na qual, via-se, movia-se com familiaridade, um estrangeiro, puto, em Milão.. estranho, muito estranho, maior estranhesa ainda quando nos dias seguintes me levou a alguns consulados e embaixadas, a fundações e a políticos de tal forma de topo que eram precisos meses para ter uma resposta da secretária. Apresentou-me generais angolanos com lotes de diamantes em bruto para vender e com todo o estratagema montado para operar em sem levantar suspeitas no governo angolano, tinha acordos com a transportadora russa  para garantir o transporte sem perguntas e garantindo a entrega.. e nós comprávamos ou arranjávamos comprador. Com a embaixada da Siria fez uma publicação com a sua pequena empresa que ajudava a limpar o nome de extremista à nação Siria junto dos italiano, hoje com a guerra na siria é fácil perceber o porquê dessa publicação, e nós financiámos. Letizia Moratti a presidente do municipio de Milão fez o prefacio. Trouxe um ex-deputado português à Suiça, Mendrisio para um negócio com uma refinaria de ouro, que comprou a exclusividade de uma reserva no Ghana, e nós fomos o banco “oficial” do negócio. Trouxe prédios que o Vaticano precisava vender por canais não oficiais e trouxe vários monsenhores á Suiça com negócios das fundações pouco católicas espalhadas pelo mundo.

Em pouco tempo, conseguia ganhar a confiança de qualquer pessoa, ele, um puto estrangeiro, sem passado.. e era esse sem passado que era inquietante, o que por um lado era bom, porque ninguém podia ser acusado de ter uma ligação com uma sombra, mas por outro lado existia um risco elevado de essa sombra desaparecer sem deixar rasto, no fundo quando o sol atinge o seu ponto alto a sombra desaparece, e foi o que aconteceu.. alguns destes negócios foram levados para a frente e aquele puto sombra, inofensivo, era o único a saber de todos em contemporâneo ele assim como nós banco instituição mas com pessoas diferentes ao comando de cada operação, assim aquele puto inofensivo conseguiu, sabemos agora que foi por culpa dele porque na altura não ligámos a essa coincidência, fazer em modo que todos esses negócios fossem concluídos na mesma data e nessa data deviam ser pagas todas as recompensas em dinheiro pela corrupção, favores etc.. e o Pedro era o “pagador” visto ser ele o contacto com quem realizou a operação, era ele que entregava as várias malas com dinheiro a quem tinha facilitado o negócio. Todos os negócios foram feitos, mas na altura de pagar aos intermediários o Pedro “morreu” num assalto à carrinha de valores onde seguia com as malas, pelo menos assim dizia o relatório do médico legista.. mas que levantaram duvidas, muitas duvidas que  fosse mesmo ele, de tal forma que tentamos fazer um teste de ADN., mas como uma sombra verdadeira não existia nada com que se pudesse comparar, naquele dia desapareceu Pedro e cerca de 50 milhões de euros. Como deves calcular Sabrina isso irritou muita gente, gente que não está habituada a ser irritada, gente que mata pessoas e mosquitos com a mesma indiferença e essa gente procura o Pedro, mas os anos foram passando e afinal de contas os negócios foram feitos e os 50 milhões eram só para intermediários que nem podiam fazer nada quanto a isso, por isso deixou de ser alvo de caça ao homem para ser alguém que deve pagar para dar o exemplo.. penso que Pedro sabe isso e que esse é o verdadeiro motivo pelo qual nunca mais voltou a Milão desde esse dia.

A coisa curiosa é que nunca ninguém o odiou, todos falam com uma certa admiração, viam nele um desprendimento, sempre pronto a partir, a conhecer, a aprender, era cativante com as palavras, charmoso, seguro, tinha um olhar forte mas doce. Eu, quando me contactaste a primeira coisa que pensei foi, ainda bem que o puto está bem, agora que tenho a certeza, talvez tenha de informar o banco da situação, ainda não sei, talvez o encontre primeiro eu e só depois informe o banco.

Da ligação que falas e dos crimes sucessivos nada sei, mas lembro-me que me dizia, “não penses nisso, sente, tens que sentir o que está a chegar, só assim podes antecipar os que se limitam a pensar., o Mundo fala várias linguagens e na maior parte das vezes fala no vento gelado, fala no sol quente, no brilho da lua, num ruído fora de sitio, fala em sinais, temos que estar abertos a essa linguagem”… eu falo quando quero dizer alguma coisa e isso basta-me. Outra vez falou-me do triangulo da luz, três cidades, sei que uma era Torino, sei disso porque era lá que estávamos quando me falou disso, mas disse-me também que torino era do triangulo da luz e da escuridão ou sombras, e que ele bebia das duas… mas depois do terceiro Mojito já não ligava a nada do que me dizia.

Agora diz-me Sabrina, onde o posso encontrar?

Actualmente vive em Lisboa, não sei a morada, a entrevista e todo o encontro foi num hotel.

 

 15

Aquele email chegado aos escritórios da Policia judiciária de lisboa não deixavam duvidas a mão ou as mãos que mataram em Lyon eram as mesmas que tinham já actuado em Sintra, o mesmo ritual que tudo levava a crer que estivesse ligado ao satanismo, uma cama branca, circulo de velas, rosas, sangue.

O Inspector encarregado do caso de Sintra contactou a gendarmerie de Lyon, pediu que enviassem toda a documentação do caso e lançou um alerta com a foto da suspeita do crime português para as policias de toda a europa.

Decidiu investigar mais a fundo o passado da suspeita e rapidamente chegou ao episódio do convento alentejano.

Seguiu no dia seguinte para Lyon mas com a certeza que os assassinos já não estariam na cidade, talvez nem estivesse no país.

 

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capitulo 13

Acordei de madrugada, preparei um café e fiquei a ver Marta que dormia nua com a sua pele branca tranquila como um anjo agarrada ao corpo gelado, rijo e negro como a escuridão que o devorou de Louise. Era doentio mas ao mesmo tempo poético saber que podes desejar alguém assim tão perturbada.

Desci para preparar o nosso plano e quando voltei trouxe o pequeno almoço. Marta ainda dormia, dois corpos inanimados lado a lado, um branco outro preto, um quente outro frio, um vivo outro morto ambos parte da nossa loucura, ambos nus, ambos sexys.

Acordei Marta com um beijo, tomámos pequeno almoço, depois levei-a á casa de banho onde tinha duas embalagens de tinta para o cabelo, uma loira e uma ruiva, junto com uma tesoura.

Não vão demorar a ligar o que se passou em Lisboa com o corpo de Louize rodeada de velas e deitada na cruz de rosas, e mais cedo ou mais tarde vão ligar também o puto de ontem, por isso escolhe a cor e vamos cortar o cabelo.

Eu rapei o cabelo e MArta ficou com o cabelo pelos ombros… ruiva em homenagem á noite anterior, antes de sair deitamos um ultimo olhar aquele corpo preto deitado num manto branco sobre uma cruz de rosas vermelhas rodeado por velas que perfumavam de jasmim.

Ba’al teria ficado orgulhoso pensei.

Tinha comprado dois bilhetes no tgv de Lyon para Paris e de Paris para Bruxelas, mas escolhi lugares em carruagens diferentes, se já tivesse sido emitido um mandato procuravam um casal, ela morena de cabelo comprido escuro ele de cabelo castanho tamanho médio.

De Bruxelas seguimos de imediato para Amesterdão sempre em lugares separados, em Amesterdão essa noite ficamos num pequeno hotel perto da estação, sem documentos pagamento em dinheiro e reservámos por duas noites.

Marta teve pesadelos a noite toda, sonhava com perseguições, acordou sobressaltada a dizer que não queria viver escondida num sótão como Anne Frank, que eu não podia permitir isso. Dizia que “não podia viver escondida por ser aquilo que é.” Dizia-me: ” ninguém tem medo de ser imoral ou ilegal, todos, na nossa cabeça já cometemos crimes, já violámos, já roubámos, já matámos, a única coisa que os impede de passar da fantasia à realidade é o medo da punição e assim como temos medo de ser punidos pelos actos, temos medo de ser socialmente julgados pelos nossos pensamentos, esse julgamento social faz com que seja a vergonha e não a moral o principal regulador da sociedade…

porquê que nos perseguem?”

Acabou por adormecer…

Acordámos felizes, felizes e despreocupados, estávamos em Amesterdão e não existia nenhum local no mundo mais indicado para nós naquele momento.

Amesterdão protegia-nos, cidade cheia de turistas, onde comportamentos sexuais desviantes são o prato do dia, drogas ao virar da esquina, prostitutas nas vitrines das lojas, grupos de turistas bêbados ao meio dia, mulheres de vestido floreal a andar de bicicleta, casas sem cortinas como num big brother, cidade de excessos, sim estávamos seguros em Amesterdão.

Saímos do quarto por volta da hora de almoço, demos um passeio perto da estação de comboios e sentamos-nos a almoçar num restaurante italiano perto dum canal.

Comemos massa à bolognesa e bebemos duas garrafas de vinho tinto Italiano, Nero D’avola.

No fim do almoço fumámos uma ganza que nos trouxe o empregado do restaurante, estávamos no céu, o sol, o vinho, a ganza, o canal, e a nossa cabeça que pensou em simultâneo, Red light…

Passeávamos agarrados e aos beijos em frente ás vitrines , era um autentico “freak show” para todos os gostos e feitios, novas, velhas, altas, baixas, magras, gordas, brancas, pretas, chinesas, holandesas, brasileiras, dominicanas, homens vestidos de mulher, trans operados e por operar, de tudo, bastava escolher, comprava-se um corpo humano como quem compra gado num mercado de aldeia, mas muito mais barato.

Decidimos aproveitar dos saldos, mas não sabíamos o que queríamos, sabíamos que queríamos os dois juntos. Escolhemos um travesti chamada Bianca, que ainda não tinha feito a operação, meio homem meio mulher, cerca de 1,70cm moreno, com peito de silicone grande e bonito e com um pau bem aviado, lá negociamos o preço e entrámos no “escritório”, Marta quis chupar-lhe as mamas junta comigo enquanto o masturbava, depois mandou Bianca deitar-se e deu-lhe o meu pau a chupar enquanto chupava o de Bianca, mais tarde juntou-se a ela a chupar o meu, nunca me tinham feito um broche tão bom, aquelas duas bocas fizeram-me explodir .. saímos mais apaixonados… mas começamos a sentir falta de mais qualquer coisa.

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Capitulo 12

O cheiro intenso e nauseante tornava-se insuportável, estavam habituados a ciclos de mau cheiros daquela vizinha quando se fechava em casa durante dias, mas nada como este cheiro, tinha passado uma semana desde que Alina tinha sido abandonada naquela cama, em Paz, com o olhar feliz.Os primeiros policias a entrar não conseguiram aguentar o vómito, deram de caras com um espectáculo que estavam habituado a ver só nos filmes de Hollywood, rapidamente chegaram ao nome de MARTA  e mais rápido ainda emitiram um mandato de captura em seu nome com fotografia em anexo para todas as esquadras de policia.

 

Durante essa semana visitámos algumas aldeias dos pirinéus franceses, dormimos em pequenas quintas de turismo rural, pagávamos sempre em dinheiro e com a nossa capacidade de persuasão facilmente fazíamos com que os proprietários não insistissem em ter os nossos documentos sem grande dificuldade nem levantar suspeita. Numa dessas quintas um francês de nome jean , cerca de 50 anos, de ar rude , gordo, tinha uma pequena produção de trutas e convidou-nos a visitar, passamos o dia a pescar, a beber vinho das quintas da região e a petistar o “jabon” que jean dizia ser o melhor porque os seus porcos eram espanhois e porque era ele que os matava, gostava de os ver sangrar, sentia que os porcos sabiam que faziam parte de um plano maior, alimentar o estomago dos homens como ele… pensei que também Alina foi a nossa porca e que serviu a alimentar o nosso ego.

Marta provou pela primeira vez fois gras e riu-se ao saber que era fígado “lembra-me o filme silêncio dos inocentes, acompanha bem com chianti” dizia enquanto se perdia a rir. Nós já tínhamos metido o nosso plano em prática e faltavam apenas três dias para começar o banquete.

Na Sexta feira pela manhã seguimos de autocarro com as nossas mochilas ás costas de uma pequena aldeia perto de Mendione em direcção a Lyon.

Fizemos o check in no hotel Sofitel Lyon Bellecour por volta das 13 horas, pagámos mais uma vez em dinheiro depois de uma pequena encenação que nos tinham roubado a mala dos documentos e com a promessa que entregaríamos a copia da denuncia que iriamos efectuar na gendarmerie, mas a verdade é que depois de ter o dinheiro na mão ninguém quer saber como te chamas, de onde vens, para onde vais, o que fazes, pagas e nem se lembram de ti, mas se não pagares serás inesquecível.

subimos ao quarto deixamos as malas e saímos imediatamente, tínhamos um plano para o fim de semana e tínhamos que ser rigorosos.

Lyon recebia durante o fim de semana o Interfilière , salão da lingerie e beachwear e nós tínhamos publicado um anuncio online a pedir modelos para esse evento dizendo que uma das nossas modelos tinha que faltar no domingo e precisávamos de alguém para a substituir, inventámos uma empresa fictícia e o casting era numa das salas do hotel onde estávamos hospedados no dia seguinte, sábado ao inicio da tarde.

No tempo que ainda nos restava da tarde de sexta feira tínhamos que tratar de tudo o que faltava, comprar lingerie para as modelos experimentarem no casting, imprimir alguns cartões de visita falsos para dar um ar sério, comprar telemóveis e cartões recarregáveis e não identificáveis, encontrar um local para o banquete de domingo, conseguimos fazer tudo ainda que encontrar o local não foi tão fácil como tínhamos pensado, mas no fim lá conseguimos alugar um pequeno apartamento na parte antiga de Lyon, tínhamos tomado todas as precauções para não ser reconhecidos nem identificados em lado nenhum. Tínhamos agora diversas horas até ao casting do dia seguinte e estávamos numa cidade nova, decidimos sair para conhecer.

As 20 horas depois de um bom banho saímos do hotel para a baixa de Lyon, Marta  com uma mini saia de ganga e um top rosa, eu jeans e camisa branca. As ruas estavam cheias de jovens que se preparavam para mais uma noite de loucura, quanto seria fácil banquetearmo-nos aqui assim que o álcool começasse a fazer efeito nestes inconscientes cheios de vida. Jantámos carne grelhada numa esplanada acompanhados de um bom champanhe, depois fomos a um bar e decidimos entrar como desconhecidos, primeiro entrou Marta e sentou-se ao balcão, ia pedir uma bebida mas rapidamente foi abordada por um tipo a oferecer-lhe bebida e companhia, e que esperava ter direito a algo em troca daquele copo, MARTA  sorria mas lançava charme para o ar, em nenhuma direcção em particular, gostava de ser vista de ser o centro das atenções…

Mas não serão todas as mulheres um pouco exibicionistas!?

No fundo o que as irrita não é o olhar tarado e obsessivo dos homens, mas sim esse olhar não ser dos homens que elas querem, porque quando captam o olhar de quem querem só desejam que esse olhar seja tarado sempre e para sempre.

Mesmo se era cedo e a pista ou aquilo que poderia vir a ser uma pequena pista de dança estava quase vazia, Marta  levantou-se com o seu copo e dançava como se ninguém a tivesse a ver, foi rodeada por três homens, amigos que timidamente se aproximavam a tentar a sorte, Marta  flirtava com eles e gostava, entrei no bar meia hora depois, Marta  bebia animadamente com o grupo de três amigos encostados ao balcão passei perto deles e troquei um olhar cúmplice com ela, sentei-me da outra ponta do balcão e pedi um gin tonic que bebi tranquilamente enquanto via os três amigos numa dança de cortejamento á volta de Marta , os homens assim como os pombos também incham as penas para parecerem maiores do que aquilo que são aos olhos de quem tentam seduzir, as penas nos homens podem ter várias formas às vezes um bom carro desportivo, outras jóias caras, um corpo musculado, uma profissão importante, mas raramente querem mostrar a sua alma, o verdadeiro eu.

Entraram duas miúdas que deviam ter cerca de 20 anos no máximo e que se sentaram perto de mim, tinham bebido bastante e contavam os trocos para pedir outra bebida, perguntei o que queriam, e pedi por elas, dois gin fiz, brindámos, bebemos. Marta estava de novo no meio da pista rodeada pelos seus três novos amigos que se aproximavam cada vez mais da sua mini-saia, eu levantei-me e convidei as minhas novas amigas a virem dançar, aos poucos eramos um grande grupo, eu e as minhas amigas Marta  e os seus amigos, perguntei mais tarde se queriam beber e mandei vir uma garrafa de gin para uma mesa onde nos sentàmos todos, tivemos uma conversa de ocasião os primeiros minutos mas rapidamente Marta  num francês escolar perguntou ás meninas qual dos seus amigos achavam mais giro, a resposta foi unanime e Marta  agarrou Alain e beijou-o ardentemente na boca, Alain ficou sem respiração seja pelo beijo prolongado que pela surpresa do próprio, acho que os homens têm um medo terrivel de uma mulher que tomam as rédeas do jogo, não só Alain como os seus amigos ficaram mais tímidos com aquele beijo, assim que o largou, Marta  perguntou aos seus amigos qual das duas amigas é a mais gira, responderam timidamente mas chegaram á opinião que a morena magra e baixinha batia a loira alta vistosa mas formosa em excesso, Marta  olhou a pequena Marie directamente nos olhos e aproximou-se para beija-la, Marie aproximou-se de Marta , mas Marta  não a beijou, pegou na sua mão e enfiou dentro da sua mini saia de ganga, a pequena Marie ao contrário de Alain não ficou tímida, enfiou um dedo dentro de Marta , tirou e meteu na boca em frente a todos, depois soltou um vamos dançar?

Ao 20 anos todos somos sedentos de novidade e ardemos por dentro em busca de experiências novas que satisfaçam o nosso desejo sexual, sempre foi assim, antes explorávamos tudo no segredo dos Deuses mas actualmente é preciso juntar uma vertente de voyerismo/exibicionismo, a exploração desses desejos só é real se partilhada nas redes sociais só assim se explica tantas fotos em poses a chamar a sexualidade na publicidade, na televisão e nas redes socias.

Fomos todos dançar eu beijei Marta  na pista e disse-lhe vamos, quero-te, vamos para o Hotel.

Acordámos no sabado por volta das 10:00 mandàmos vir o pequeno almoço e fizemos amor, quando bateram á porta mandamos entrar o empregado, Marta  cavalgava ainda em cima de mim, entre as desculpas do empregado Marta  ria e dizia merci.

Tomámos banho, comemos e preparamo-nos para a primeira fase do banquete, tínhamos seleccionado 10 modelos para virem ao casting, que entravam uma a uma, falavam delas, depois despiam-se desfilavam em lingerie, deixavam o seu contacto e nós mandávamos embora dizendo que entraríamos em contacto para se manterem livres. A sétima candidata foi amor á primeira vista, sabíamos que era ela, uma senegalesa, negra de olhos pretos, corpo magro, rabo empinado, peito maravilhosamente firme, transpirava sensualidade, disse-nos morar sozinha e ter a família no senegal, tinha 19 anos, era perfeita, perguntamos se tinha falado com alguém deste casting disse que não. Marta mandou-a vestir uma cueca branca e adorou, já não se continha nela. A nossa modelo senegalesa chamava-se Louise, disse a Louise que ainda faltavam ver outras candidatas mas para ela ter atenção ao telefone porque provavelmente ainda lhe ligava hoje se fosse escolhida para jantarmos e combinar os últimos detalhes para o trabalho de domingo, vimos as ultimas três candidatas sem interesse e subimos para o quarto por volta das 16 horas, ás 18 liguei a Louise.

O jantar foi as 21 num restaurante japonês, sushi e bom vinho, falamos de alguns detalhes do falso trabalho e fizemos promessas de que seria a nossa modelo oficial a partir de agora, enchemos de tal forma o Ego de Louise com as nossas sombras camufladas de elogios que no fim do jantar sentia-se uma noemi campbel ,quando o vinho já falava mais alto e Louise já estava com o seu egocentrismo satisfeito convidamos louise a vir beber um copo ao nosso apartamento, coisa que naturalmente aceitou. É impressionante o que as pessoas fazem se tocares os pontos certos do seu Ego, Louise parecia uma miúda ajuizada, estudava ciências politicas na universidade do sacro coeur, trabalhava numa loja de roupa e fazia trabalhos de moda para ganhar mais algum sempre que conseguia, não namorava, era uma muçulmana crente, ajudava a família mandando dinheiro todas as semanas para o senegal, a menina exemplar mas bastaram alguns elogios, um bom vinho num restaurante caro junto com a promessa que seria a nova top model e tudo cai por terra.

Se venderes a ilusão que os outros procuram podes ficar tranquilo porque mesmo sabendo tratar-se de uma ilusão estão dispostos a dar-te tudo em troca.

Entramos neste pequeno apartamento, uma sala, um quarto, cozinha e casa de banho, pequeno mas bem decorado e preparado antecipadamente por nós, ao entrar encontramos a Sala ilumidada por velas e com uma garrafa de vinho tinto e dois copos para dar a ilusão que não foi planeada a vinda de Louise a esta casa, disse vou buscar um copo á cozinha, Marta  tratou de instalar Louise no Sofá, Louise vestia um vestido dourado curto , Marta  descalçou-se e convidou Louise a imita-la, cheguei com o terceiro copo, enchi os três copos e brindámos, Marta  fez o Brinde, “que seja o inicio de tudo o que desejamos”, bebemos.

Marta perguntou a Louise se sabia porque a tínhamos convidado para a nossa casa e estava realmente disposta a ser a nossa modelo principal, Louise respondeu que sim, que estava disposta e que imaginava o motivo do convite. Sentei-me no meio das duas no sofá e ordenei a Louise que se metesse de pé em frente a nós, obedeceu, disse-lhe para tirar o vestido, obedeceu sem pestanejar, ficou de cueca branca e sem sutien que não usava naquela noite. Levantei-me e Marta  imitou-me, aproximamo-nos de Louise, as nossas bocas e mãos percorreram o seu corpo negro, quente e perfumado como um bom chocolate suíço tocando-se ocasionalmente, sentei então Louise no sofá e pedi a Marta  que a masturba-se sem tirar a cueca branca, queria ver as cuecas brancas molhadas coladas ao corpo negro, clau masturbava-a enquanto eu me masturbava a ve-las, as cuecas brancas molhadas mostravam o quando estava excitada Louise, afastei Marta , tirei-lhe as cuecas, afastei os lábios pretos daquela rata para florir uma rosa quente húmida e viva que lambi e chupei, Louise limitava-se a gemer e a contorcer-se Marta  deitou-se no Sofá abriu as pernas e pediu a Louise que a lambesse, Louise levantou-se e dobrando-se obedeceu e lambeu Marta  com o rabo virado para mim, Enfiei o meu pau a rebentar de tesão dentro dela e o calor que senti foi indescritível, as paredes quentes daquela rata negra por fora e rosa por dentro colavam-se ao meu pau como ventosas numa sensação de prazer total, fizemos amor os três, Louise teve prazer sentia-se no seu corpo o quanto estava a gostar, tomou inclusive por alguns minutos as rédeas do jogo mostrando um lado selvagem a cada um de nós. Vem Louise tenho uma surpresa, levei-a junto com Marta  para o quarto onde uma grande cama com um edredon branco nos esperava, rodeada por um circulo de velas e com pétalas de rosas que desenhavam uma cruz invertida, ao lado da cama uma garrafa de vinho e três cálices de cristal, um saca rolhas e um pequeno punhal de prata que tínhamos comprado numa loja de antiquado. Em pé abri a garrafa de vinho e enchi os copos, Marta  pegou no Punhal e fez um pequeno corte num dedo de forma intencional mas que pareceu um acidente, a brincar chupou o dedo e deu-o a chupar a Louise, “tenho uma ideia” disse Marta , “Vamos selar este dia para a eternidade” e versou algumas gotas do seu sangue nos três copos, pediu a mão de Louise para fazer o mesmo pequeno corte no dedo e Louise acedeu, segui-me eu, brindamos com o nosso bom vinho misturado com algumas gotas do nosso sangue.

Deitei Louise em cima da Cruz invertida de rosas, deitei-me em cima do seu corpo quente e penetreia, agarrei-lhe o pescoço de forma leve e MARTA  sussurrou-lhe aos ouvidos, “bem vinda ao nosso reino princesa de luz” apertei-lhe o pescoço para a privar de ar, Louise tentava soltar-se e isso dava-me mais prazer ainda, Marta  cortou-lhe o Pulso e chupava selvaticamente o sangue, aquele corpo quente lutava para se soltar, mexia aquela cintura e de consequência aquela rata até que atingi o orgasmo, o meu leite escorria naquela pele negra. No momento que o seu corpo parou, fiquei deitado a sentir o corpo arrefecer enquanto Marta  lambia aquele sangue., vem, deitei Marta  em cima de Louise, “sente o corpo arrefecer”, enquanto isso penetrava Marta , Mas ela não estava satisfeita e enfiou outra punhalada desta vez no pescoço de Louise mas não teve o resultado , não sangrava, não o quanto ela queria e chorou.

Deixamos Louise na sua cama, na sua Paz, aquele corpo negro em harmonia com a claridade da Luz que simbolizava o edredon. Tomamos banho, trocamos de roupa, e saímos depois da limpeza planeada. No hotel Marta  não parava de chorar, não estava feliz, não tinha gostado não tinha sido especial, nada, “foi horrível, não foi paixão, não foi loucura, fomos dois simples assassinos, banais homicidas”.

Percebi então que entramos num caminho sem volta, a loucura depois de cometida não pode ser repetida pois torna-se banal, a nossa não era uma loucura patológica de uma falta qualquer de capacidade raciossionar, pelo contrário essa capacidade de raciocínio era de tal forma evoluída que para satisfazer a nossa loucura tínhamos que satisfazer primeiro as nossas mentes refinadas e requintadas mentes que amam tradições mas odeiam repetições e daqui para a frente tinha que ter isso em mente sob o risco de a insatisfação gerar uma frustração tal que um de nós para alimentar a loucura cometa um erro ou uma desgraça, o erro levaria ao nosso fim através da nossa captura quando não somos sequer procurados a desgraça levaria ao nosso fim físico, morte. Percebi também que a frustração de Marta  aumentava via de novo o seu corpo firme com olhos negros que me fixavam sem voz. Vem disse-lhe, não faças perguntas, confia em mim e obedece.

Seguiu-me mas não sei se o fez por confiar em mim ou por querer ter-me por perto quando a sua frustração rebentasse. Eram cerca de duas da manha num sábado á noite, apanhamos um táxi até á baixa de Lyon, todos os bares estavam cheios, mas pouco importava, entramos no primeiro, um local cheio de putos entre os 18 e os 20 anos, em poucos minutos identifiquei o alvo da noite, um miúdo, ruivo, com sardas, fui ter com ele enquanto deixei Marta  no Balcão, “gostavas de foder aquela cota?! vai ter á casa de banho dos homens daqui a 5 minutos”.

Levei Marta  á casa de banho dos homens, empurreia com força para a sanita o chão era um misto de urina e vómito e o cheiro degradante, obriguei-a a sentar-se e meti o meu pau de fora, “chupa-me enquanto esperas pela tua surpresa”, o menino ruivo das Sardas entrou e viu Marta  que me fazia um broche, ia voltar para trás mas chamei-o, “vem cá, tranca a porta” obedeceu, “baixa as calças e mete-o na boca desta puta” o menino engraçado de cabelo cor de fogo e cheio de sardas estava com a tesão ao maxímo e enfiou o seu pau na boca de Marta , eu empurrava a cabeça de Marta  de tal forma contra o pau do puto que lhe provocava vómitos, ela tirou a boca, dei-lhe um estalo e voltei a obriga-la a chupar, vomitou e o seu vomito juntou-se ao já existente no chão dando-lhe um cheiro mais repugnante, o puto estranhamanete adorava e deu-lhe também ele um estalo, meti-me atrás do puto a observar e pensei que um dia seria um cabraozinho com as mulheres, seria… desferi um golpe limpo e rápido com o punhal de prata no pescoço do menininho de cabelo de fogo enquanto Marta  lhe fazia um broche , ao ver aquela chuva de sangue e a tesão do puto Marta  delirou, viu-o cair de joelhos então agarrou-se ao seu pescoço que jorrava sangue e nutriu-se dele como um vampiro que não come desde o inicio dos tempos, eu puxei Marta  para mim e comia numa canzana divinal, depois virei-a para mim, beijei aquela boca cheia de sangue e depois obriguei-a a chupar-me até ter de novo o meu esperma a escorrer da sua boca junto com o sangue do nosso menino cabelos cor de fogo.

Abandonámos o puto na casa de banho entre sangue, urina, esperma,vomitado e restos de papel. Lavamo-nos como pudemos, eu pouco sangue tinha mas Marta  estava cheia de Sangue, combinamos que eu saia primeiro e ia chamar um táxi passados 2 minutos sai ela com muito papel enrolado á mao para simular um corte, saímos do bar, entramos no táxi mas não podíamos voltar ao hotel, fomos então para perto da casa onde descansava na sua Paz Louise e seguimos a pé até ao apartamento.

Eu estava revoltado, frustrado, mas Marta .. Marta estava no Céu, estava realizada. Ao ve-la assim pensei, no fundo estamos ao seguro aqui esta noite, penso num plano com calma amanha ao acordar.

….

 

O primeiro erro: Marta fez um carregamento de telemóvel na estação se Santa Apolónia e esse carregamento naquele local 1 horas antes do comboio para Irun alertou as autoridades para a provável fuga do País.

O inspector encarregado recolheu imagens de todas as cameras de vigilância que ligavam a casa de Marta até Santa Apolónia e encontrou o que procurava, MArta acompanhada de um homem alto mas do qual não existia uma imagem nítida do rosto, pareciam descontraídos.

Os dados do laboratório da autopsia de Alina confirmaram uma relação sexual consentida, algo que os inspectores já suspeitavam.

O sangue presente na cena do crime pertencia a Alina, várias amostras de cabelo que correspondiam com a discrição de Marta e muitas outras amostras de ADN, mas nenhuma que já estivesse assinalada na base de dados.

A investigação avançou como um jogo erótico acabado mal, mas os vários livros sobre serial killer na mesa de cabeceira de Marta fez vir um estranho pressentimento ao inspector chefe.

“temos que contactar a interpol, a esta hora já estão longe e algo me diz que não se vão ficar por aqui.”

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Capitulo 11

Pedi a António o meu motorista que tentasse encontrar a morada de Sabrina, António trabalhava para mim há cerca de dois anos depois de ter trabalhado por vários anos como investigador na Policia Judiciária de Lisboa e de ter tido uma pequena Empresa de investigação dedicada na maior parte dos casos a mulheres que querem apanhar o marido em flagrante com as calças na mão para terem direito ao divórcio com alimentos, confiava em António bem mais do que era normal confiar num simples motorista, sabia que mais cedo ou mais tarde António encontraria Sabrina, nem sempre usava métodos tradicionais, morais ou até legais mas apresentava sempre resultados, sim, podia estar tranquilo, encontraria a minha Sabrina.Depois de assinar 3 ou 4 documentos e cheques que serviam a António para esta sua pesquisa, voltei então á minha história para entregar a Sabrina, e assim continuei:

Tinha-mos um problem. tinha-mos um problema dos grandes, a partir daquele momento não eramos só dois loucos cheios de fantasias escuras, eramos dois loucos que fizeram uma loucura que os fez rebentar em orgasmos, tesão, adrenalina, mas essa loucura para o resto da sociedade tinha um nome exacto ;homicidio .  

Assim depois de passar a excitação, envolvi com amor os meus braços ao redor de MARTA  pela costas e assim abraçados, em pé em frente á cama olhávamos o corpo de Alina que jazia numa paz inquietante , cheia de sangue, num dos braços que pendia na cama pingavam ainda algumas gotas no chão, Marta  soltou-se do meu abraço, aproximou-se do corpo, meteu Alina deitada com as pernas juntas e os braços abertos de forma simétrica, passou o dedo no pulso aberto, aproximou-se pintou os meus lábios com aquele baton vermelho sangue e beijou-me dizendo com uma voz masculina que reconheci imediatamente, “trouxemos mais uma princesa de Luz ao Reino das Sombras.”

A voz de ba’al  acordou em mim algo de revoltado, sabia que Ba’al tinha sido eu, Sabia que aquele demónio era a minha vontade profunda e que afinal nunca se tratou de uma sombra dentro de Marta , foi sempre dentro de mim que viveu, Marta  foi tão somente um corpo que usou para me despertar, despertar o que eu queria, ou pelo menos assim pensei naquele dia.

Disse a Marta  que agora não tinhamos alternativa, temos que pensar o que fazer com o corpo de Alina, mesmo sendo uma emigrante que tinha chegado á pouco tempo a Portugal, sem rede de amigos ou familiares, eventualmente mais cedo ou mais tarde alguém daria pela sua falta e sempre eventualmente alguém chegaria ás várias casas que limpava. Assim perguntei a Marta  “ Até onde chega a tua loucura, estás pronta a seguir-me?”

A resposta foi simples “até onde a loucura seja banal”.

Beijei-a de novo, tomamos um banho, vestimo-nos e saímos para comprar flores, de mão dada fomos a uma florista na baixa compramos 24 rosas vermelhas acabadas de desabrochar, tomámos um chá na brasileira do chiado e voltamos a casa, com as pétalas desenhamos uma cruz em torno a Alina e assim a deixamos para sempre entregue a si.

Disse a MARTA  que pegasse numa mochila com algumas peças de roupa e que não fizesse perguntas, veste-te de forma confortável e vamos embora, tenho em mente o nosso crime perfeito.

 

Essa noite dormimos no internacional design hotel no Rossio, o quarto moderno deu-nos a paz que precisávamos, dormimos agarrados, apaixonados, Marta  deitada no meu peito que contava pequenas histórias de quando era criança, eu que sentia aquele perfume dos seus cabelos e o calor da sua pele, era como se o episódio de algumas horas atrás fizesse parte de um outro mundo que não era o nosso, estávamos envolvidos num manto de Luz branca e não existia perigo que as bestas negras pudessem entrar agora.

Na manha seguinte depois de um bom pequeno almoço no hotel com vista para a agitação da rua Augusta , saímos e compràmos alguma roupa e uma mochila para mim. levei Marta  até santa Apolónia. “onde vamos?” perguntou, “por ai, vamos alimentar a nossa essência, vamos procurar a fonte da eterna loucura”. Comprei dois bilhetes em primeira classe para o Sud Expresso que nos levava de Lisboa a Hendaye na fronteira entre Espanha e França, uma viagem de 12 horas onde elaboramos uma linha geral do nosso plano, Alina tinha sido apenas uma entrada, decidimos que queríamos o banquete completo.

 O cheiro intenso e nauseante tornava-se insuportável, estavam habituados a ciclos de mau cheiros daquela vizinha quando se fechava em casa durante dias, mas nada como este cheiro, tinha passado uma semana desde que Alina tinha sido abandonada naquela cama, em Paz, com o olhar feliz.

Os primeiros policias a entrar não conseguiram aguentar o vómito, deram de caras com um espectáculo que estavam habituado a ver só nos filmes de Hollywood, rapidamente chegaram ao nome de Marta  e mais rápido ainda emitiram um mandato de captura em seu nome com fotografia em anexo para todas as esquadras de policia.

  

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capitulo 10

Abri um bom vinho tinto, desta vez Italiano, Chianti, sentado no sofá, abri o bloco de notas de Sabrina e comecei a escrever… decidi que iria contar-lhe toda a história, mais tarde pensava no modo de enviar-lhe o seu bloco de notas.

Escrevi então com a maior imparcialidade possível aquilo que aconteceu nos meses seguintes:

Ficámos cerca de duas semanas sem nos falarmos, nesse tempo eu fui ao porto e soube mais tarde que Marta ficou sem sair de casa essas duas semanas, deprimida, doente, possuída. Quando finalmente atendi as suas chamadas disse-me que não aguentava que tinha de me ver. Voltei a Lisboa nesse dia, fui ter com Marta a casa, ao entrar, o cheiro a comida podre enojou-me, Marta aquela magnifica mulher do deserto estava reduzida a uma sombra do que era, suja, com a casa escura sem entrar luz, janelas fechadas, restos de comida espalhados, vivia nas trevas, os seus cabelos longos e ondulados estavam oleosos, a sua pele branca, as roupas eram as mesmas que tinha usado a ultima vez que a vi e a julgar pela aparência não as tinha tirado desde então, no meio daquelas escuridão o seu olhar iluminou tudo ao cruzar o meu, beijamos-nos como na primeira vez naquele aeroporto, deitei-a na mesa da sala, afastei os resto de comida e fizemos amor, apaixonado , meigo, cheio de Luz para afastar aquelas trevas. Liguei então para  Alina uma mulher ucraniana que limpava a casa de Marta ocasionalmente e pedi-lhe que viesse de urgência, acedeu, quando Alina chegou Marta estava ainda perdida num banho restaurador de paz, eu entretanto tinha deitado fora todos os restos de comida. Alina devia ter cerca de 35 anos, loira, com um corpo firme e um rosto de traços fortes mas bonitos e uns profundos olhos azuis. Marta saiu da casa de banho com um roupão branco enrolado ao corpo, encontrou todas as janelas abertas e a casa cheia de Luz, a Luz forte das três da tarde de verão em Lisboa, sentou-se a meu lado no sofá e encostou os cabelos molhados no meu peito, aquele perfume está na minha memória ainda hoje, levantou-se e pediu que a seguisse, acompanhou-me à casa de banho e sugeriu-me de tomar um duche, assim fiz, despi-me Marta beijou-me e eu entrei dentro da banheira, Marta deixou-me só, coisa estranha, normalmente gostava de ficar a ver-me… quando acabei o meu banho enrolei também eu por minha vez um roupão branco e fui ao quarto onde Marta (pensava eu) tinha deixado a minha roupa, ao ver que não estava roupa no quarto fui à sala, Alina limpava o pó em cima dos móveis, vestia uns calções verdes curtos e justos e uma t-shirt de manga cava branca, Marta sentada no sofá enrolada ainda no seu roupão tinha decidido de ficar a ver Alina, naquele bailado das limpezas, enquanto com uma mão enfiada dentro do roupão se masturbava escondida, quando me viu chegar disse-me “vem, junta-te a mim” e sentei-me também eu a seu lado, Marta encostou-se a mim e enquanto o seu perfume invadia os meus sentidos a sua mão que até então a masturbava invadiu o meu roupão e passou a masturbar-me a mim. Comecei também eu a observar o bailado de Alina aquele sobe e desde da cadeira, aquele rabo escondido debaixo dos calções verdes, sentia-me cada vez mais excitado com a situação, a mão de Marta que me masturbava e Alina que bailava nas lides domésticas sem saber ser alvo de atenção especial, de tal forma estava excitado que nem reparei que Marta propositadamente já tinha aberto o meu roupão e o seu também expondo assim o nosso segredo, masturbava-me e masturbava-se de roupão bem aberto, o inevitável aconteceu, o bailado de Alina teve um “plie” ao descer da cadeira seguido de uma mudança de direcção e Alina passou então de protagonista de um bailado sem saber de o ser, a espectadora de um filme que nunca desejou ver. Ao ver tamanho espectáculo Alina ficou bloqueada, não sabia o que dizer nem o que fazer, ficou petrificada, Marta que por sua vez continuava a masturbar-nos disse “continua a limpar”, Alina não ouviu, ou simplesmente não se mexeu, Marta levantou-se e eu aproveitei para me tapar com o roupão, aproximou-se de Alina, meteu uma mão na nuca de Alina e puxou a sua cabeça contra si e voltou a ordenar gritando “continua a limpar sua puta”, Alina não se mexia, não reagia, estava em pânico, Marta arrastou-a então para a minha frente e desta vez gritou, acompanhando o grito com um empurrão a Alina: “ajoelha-te”. Alina caiu de joelhos em frente ás minha pernas, Marta, sempre com a mão na sua nuca usou a outra para tirar o roupão de cima de mim e encaminhou a cabeça de Alina em direcção ao meu pau, Alina abriu a boca no momento certo, e guiada pela mão de Marta fez-me um broche divinal, Marta puxou-a então pelos cabelos e meteu-a de pé, Alina continuava sem dizer uma palavra, Marta olhou-a nos olhos, acariciou-lhe o rosto com uma palavra meiga, o que quase fez sorrir Alina, beijou-a com carinho e de repente deitou-se com as duas mãos á t-shirt de manga cava de Alina rasgando-a em pedaços, aquele meio sorriso de Alina transformou-se em lágrimas abafadas, que pioravam com os gritos histéricos de Marta “despe-te sua Puta, já” Alina de t-shirt rasgada, com o sutien fora do sitio deixando uma mama de fora a chorar sufocada tirou então os calções verdes. Ficou de pé imóvel, perdida no seu choro, de cueca e sutiem branco com a sua mama de fora, não grande mas redonda com o bico arrebitado. Marta girava á sua volta como uma louca, chamava-lhe de tudo, “sua puta, a chupares o pau do homem das outras… vádia… agora vais ver como vais pagar sua puta” pegou então de novo em Alina pelos cabelos e arrastou-a até à mesa, debruçou-a e baixou-lhe as cuecas, enfiou um dedo dentro da rata de Alina e lambeu-o, depois baixou-se e lambeu Alina que gemia, levantei-me, puxei Marta pelos cabelos e fiz com que me chupasse a mim, ao ver aquilo Alina levantou-se como que a pensar que tinha acabado a sua parte neste filme, larguei então Marta, empurrei violentamente Alina contra a mesa e enfiei o meu pau dentro dela uma e outra vez enquanto lhe puxava os cabelos, em seguida levei-a para o quarto, deitei-a na cama, acariciei-a, beijei-a, acalmei-a e Alina começou a sentir-se mais calma, perguntei-lhe se tinha gostado, encolheu os ombros, perguntei se gostava de repetir, voltou a encolher os ombros, fiz-lhe uma festa no rosto, lenta, de tal forma que ao passar perto da sua boca um dos dedos percorreu os lábios de Alina, a sua boca abriu ligeiramente e dei-lhe o meu dedo a chupar, tirei o dedo e chamei Marta, agarrei suavemente Marta pela nuca e aproximei a sua boca daquela de Alina, beijaram-se calmamente e mutuamente, Alina agarrava Marta tocava-a, desejava-a. Marta percorria todo o corpo de Alina com a sua boca, Chamei Alina para perto de mim e disse a Marta para ir à cozinha, Alina estava deitada e eu comecei a penetra-la deitado em cima do seu corpo quente, parecia-mos apaixonados e talvez estivéssemos. Eu, pelo que se iria passar ela, pelo que tinha acontecido,a paixão pode ter várias formas e rostos. o momento pode ser mais apaixonante que a pessoa em si. Neste clima de paixão Marta entrou de novo no quarto, apagou a luz enquanto eu penetrava Alina, aproximei as minhas mãos do seu rosto, quando ouvi um grito estridente de Alina apertei-lhe então com força o pescoço, penetrava-a intensamente, sentia o seu corpo a lutar, a vibrar, senti o seu orgasmo intenso e depois lentamente o seu corpo a desligar, acendi então a luz ainda com um erecção maior e vi Marta cheia de sangue que lambia dos pulsos de Alina que sanguinavam depois de os ter cortado enquanto eu a penetrava, escorria sangue pela boca ajoelhada com o pulso daquele corpo inanimado nas suas mãos, aproximei-me, enfiei o meu pau na sua boca ensanguinada e Marta chupou-me até ter o meu esperma misturado com o Sangue de Alina na sua boca. Nunca a vi com um olhar tão feliz.

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Capitulo 9

Chegou uma violenta tempestade, trovões, relâmpagos, chuva torrencial, vento ,aquele céu azul transformou-se numa enorme massa de nuvens negras, a chuva batia nos vidros empurrada pelo vento, à chuva juntavam-se as ondas, a casa parecia que podia ser engolida pela água de um momento ao outro. O Silêncio radioso da primavera foi substituído por um ruido dantesco de trovoada, Sabrina olhava a força da tempestade num misto de admiração e medo.

Acendi a lareira, a tempestade estava para ficar.

Queres um chá Sabrina?

Sim.. com este tempo sabia bem.

Preparei então um chá de jasmim e servi Sabrina, sentei-me a seu lado a observar a tempestade.

Não sei se consigo fazer mais perguntas hoje, ou melhor, não sei se aguento mais respostas hoje… È tudo tão,.. nem sei a palavra certa… podemos fazer uma pausa? Se continuamos não sei se vou conseguir voltar a olhar para ti.

Vem , vamos sentar-nos no chão a olhar o mar, quero sentir a força da tempestade de perto.

Sabrina seguiu-me , sentámos-nos a olhar a tempestade em silêncio.

Fecha os olhos, deixa-te envolver pelo som do vento, dos trovões, das ondas agitadas a bater no vidro, sente o perfume a jasmim do teu chá, vive este momento com todos os sentidos, agora tenta ouvir o palpitar do teu coração, ouve bem, concentra-te nele envolvida em todos os sentidos.

Sabrina teve os olhos fechados cerca de 10 minutos, sentia tudo á sua volta e procurava sentir dentro.

Agora que encontraste o teu coração quero que olhes no fundo dos meus olhos assim que abras os teus.

Sabrina abriu os olhos e mergulhou no profundo da minha alma, aproximou os seus lábios e beijou-me, o seu corpo estava quente como eu nunca o tinha sentido, abraçou-me e voltou a beijar-me.

Vamos lá para fora, quero fazer amor contigo enquanto sentimos a força desta tempestade. disse-lhe.

E fizemos amor debaixo daquela maravilhosa chuva torrencial empurrados pelo vento que vinha das montanhas, os nossos corpos moviam-se ao ritmo dos trovões, foi como se a força daquela tempestade quisesse entrar na nossa união, Sabrina mordia-me os lábios enquanto cavalgava em cima de mim. Numa explosão mais forte de um trovão os seus dentes rasgaram o meu lábio e a sua língua lambeu o meu sangue…rebentámos num orgasmo e ficamos imóveis, abraçados com a chuva que nos abençoava por longos minutos.

Subimos ao meu quarto, entrámos no duche e desta vez fizemos amor debaixo de água quente a escorrer nos nossos corpos… Deitámos-nos pela primeira vez na minha cama, Sabrina deitou a sua cabeça no meu peito e adormeceu. Eu fiquei longos minutos a observar os seus traços e a acariciar o seu corpo, por fim adormeci também eu.

Acordei a meio da noite com alguns gemidos de Sabrina que dormia ainda no meu peito, ardia em febre, beijei-a, meio a dormir retribui-me o beijo. Fui buscar algo para baixar a febre, dei-lhe para tomar e voltei a deitar-me, a sua temperatura passava dos 40º voltei a beijar Sabrina e retribui-me um beijo prolongado, puxei-a para mim e senti todo seu corpo arder, sabrina beijava-me e eu senti uma enorme vontade de a possuir, enfiei então o meu pau muito devagar para sentir aquele calor centímetro a centimetro, sabrina subiu para cima de mim e depois de sentir o meu orgasmo disse “não tires, quero dormir assim”. Adormecemos febris um pelo outro.

Sabrina teve febre alta durante três dias, o médico que a veio visitar a casa disse tratar-se de uma forma forte de gripe e que não devia por motivo nenhum deixar a cama. Durante três dias e três noites fui o seu enfermeiro, na maior parte do tempo Sabrina dormia e eu ficava sentado a ver aquele rosto angelical. Dormia-mos juntos e fazíamos amor quando Sabrina com o corpo a ferver me agarrava a meio da noite.

Ao quarto dia quando acordei Sabrina não estava a meu lado, encontrei um bilhete em cima da sua almofada. Dizia: “Amo-te demais para saber o resto da história e Amo-te demais para poder continuar perto de ti. Volto a casa, Adeus!”

Encontrei mais tarde o seu bloco de notas em cima da cama no quarto de hóspedes. Fiquei atordoado com aquele acordar, há já muito tempo que não entregava a minha alma a ninguém, por um lado senti-me abandonado mas por outro era inevitável esta reacção de Sabrina mais cedo ou mais tarde. De qualquer forma não conseguia deixar de pensar em Sabrina e dos seus dias de febre, de como tinha o corpo molhado pela tempestade de verão, de como ardia em febre ao entrar em casa, fui enfermeiro, tratei de dela, sequei-lhe o cabelo molhado, vesti-lhe uma t-shirt minha, fiz-lhe um chá com mel e dei-lhe comprimidos para baixar a febre mas nada, o seu corpo ardia e Sabrina falava entre a razão e o delírio da sua mente, deitei-a na cama e deitei-me a seu lado, senti então o seu calor, a sua febre, o seu delírio… e esse delírio foi meu, foi nosso, contagiou-me, enlouqueceu o meu corpo… Sabrina aproximou-se e sentiu-me arder, fizemos amor, quentes de febre e mais quentes de paixão e assim dormi-amos , eu dentro de Sabrina apaixonadamente febril. Sabrina tinha partido, mas ficaria comigo para sempre. Sabia disso e no entanto uma dor lacerante trespassava o meu coração. A dor de quem ve um sonho desaparecer. a dor de um amor que choca de frente com o passado e o passado já se sabe é um fantasma dificil de afastar.

Sai de casa para espairecer e caminhei durante horas pelo longo mar, sentei-me imóvel num ponto isolado depois de cannes la bocca mas que nem sei precisar exactamente onde, estava aéreo, meio perdido e assim fiquei sentado, imóvel a ouvir o Mar.

Nunca tiveram aquela sensação de que a resposta está no Mar? Que precisam de olhar para o Mar, de sentir a força das correntes, ouvir o rebentar das ondas ou sentir o sal na vossa pele para saberem o que querem?! Talvez porque esse dialogo silencioso com o mar seja um modo para conversar Deus e ao mesmo tempo de terem a vossa conversa convosco…. Eu preciso, a cada passo, a cada etapa nova..

Quando me apercebi já era noite, voltei a casa. Já nao era a criatura magoada e perdida que saiu de casa em lagrimas para caminhar. Era de novo eu e sabia exactamente  o que fazer.

Abri um bom vinho tinto, desta vez Italiano, Chianti, sentado no sofá, abri o bloco de notas de Sabrina e comecei a escrever… decidi que iria contar-lhe toda a história, mais tarde pensava no modo de enviar-lhe o seu bloco de notas.

Escrevi então com a maior imparcialidade possível aquilo que aconteceu nos meses seguintes…

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Capitulo 8

Sabrina estava no seu quarto a tomar um banho, mudar de roupa secar o cabelo e enquanto isso eu preparava o almoço. Desceu quase ao mesmo tempo em que eu terminava.

Espero que gostes de carne, fiz uns bifes grelhados com salada e tomates á provençale.

Carne grelhada com salada são sempre uma óptima solução, adoro.

Almoçámos acompanhados por um bom rosé e um sol relaxante, Maio traz tradicionalmente bom tempo mesmo se ainda não é verão, mas as nuvens ao longe anunciavam que se aproximava uma tempestade como tal depois de almoçarmos sugeri a Sabrina continuar a entrevista dentro de casa, no Salão.

Sentamos-nos no sofá e Sabrina mais uma vez não perdeu tempo, usando um tom de voz distante.

O que se passou depois? Como lidaram com as vossas obsessões?

Dizem que é através da experiência que se aprende melhor e acho que foi isso que fizemos, ou melhor foi isso que o nosso inconsciente nos levou a fazer.

Fomos convidados por uns amigos dela para um jantar, na verdade só ele é que conhecia Marta, já não se viam desde os tempos que Marta vivia em Evora e aproveitaram para fazer o típico jantar entre casais, sem saber se ainda existiam alguns pontos em comum entre eles. Receberam-nos em casa deles, um casal simpático, jovens ,ele um tipo divertido com queda natural para a bebida, de estatura média e cabelos castanhos, ela morena e grávida de sete meses, se não fosse a barriga ninguém diria que estava grávida continuava magra, muito elegante. Moravam numa pequena vivenda para os lados de Sintra com um pequeno relvado e um jardim onde meteram a mesa para jantarmos, ao fundo desse jardim tinha uma pequena piscina e um  baloiço. 

O Jantar foi picanha na pedra e muito vinho verde muralhas de monção, as conversas, aquelas de circunstancia ao inicio, depois passamos aos Mojitos e os temas aqueceram, ele, acho que se chamava Marco mas a esta distância de tempo já não me lembro bem, nunca tinha conhecido esta versão de Marta  com uns seios que explodem dentro daqueles decotes e ficou visivelmente seduzido por aquelas mamas. A sua mulher notou e não conseguiu esconder o ciúme cada vez que falava, Marta adorou a situação e explorou-a, sentou-se ao lado da futura mãezinha e começou a fazer-lhe elogios, o quanto era linda, como estava bem, que adorava a sua pele e nisso acariciava-lhe a barriga, depois dizia a Marco que este era um tipo cheio de sorte em ter uma mulher assim sexy, continuamos a beber mas Marta não abandonava aquela maravilhosa barriga, continuava a acaricia-la e olhava-me… conheci o olhar, sei o que lhe passava pela cabeça, com tanto álcool juntei-me a Marta e passei eu a acariciar a futura mama enchendo-a de elogios enquanto Marta sentou-se ao lado de Marco, meteu-lhe a mão no meio das pernas debaixo da mesa, Marco adorou e começou a olhar Marta cheio de desejo… a futura mommy estava cansada e farta de aturar bêbados por isso explodiu e disse que ia dormir, mas não sem antes deixar um ameaçador “fica com a tua amiga” a Marco… Marco cheio de embaraço seguiu-a, ouvimos discutir. Marco voltou com mais uma garrafa e cheio de desculpas, bebemos mais e as conversas aqueceram, Marta  perguntou a Marco se ainda o excitava e se ele ainda tinha vontade de se masturbar quando a via como nos tempos de escola, Marco ficou sem saber o que responder olhando-me.. Eu continuei, e então Marco? Ficas com vontade de ter a minha mulher quando olhas para ela?.. soltou um tímido “sim”… pois bem disse eu e puxei Marta  para mim, Depois virei-a de costas para Marco e dobrei-a ligeiramente,  puxei aqueles calções amarelos juntos com as cuecas para baixo deixando-a com aquele maravilhoso rabo espetado para Marco, dei-lhe uma palmada, e outra, e outra ainda.. continuei até que aquele rabo já estava vermelho, Marta  contorcia-se a cada palmada e Marco continuava imóvel a ver com as mãos nos bolsos, meti-me por tras de Marta e comi-a á canzana enquanto Marco olhava sentado no jardim da sua casa, olhei-o e disse, Gostavas de a comer?… de novo aquele tímido e irritante “sim”. Vem ordenei, e puxei Marta  na minha direcção, caminhamos os três para a piscina, Marta  e Marco entraram na piscina e ficaram com agua pela cintura, eu fiquei sentado na borda da piscina, mandei Marta  chupar-me de rabo virado para Marco e dei-lhe sinal para  a penetrar , parecia um caniche com o cio coitado, quando Marco estava “contente” mandei-o sentar na piscina e fui eu para tras de Marta , ela chupava-o mas ele já não o tinha duro, então Marta ofendeu-o de tudo e ele imóvel… Perguntei, Marco não achas que ela está a exagerar e quando soltou aquele “sim” mergulhei a cabeça de Marta  debaixo de Agua enquanto a comia por trás com força, quanto mais ela tentava desesperada libertar-se para respirar, mais forte metia o meu pau dentro daquela vagina em erupção e mais fundo mergulhava a sua cabeça debaixo de água, sentia Marta  que lutava com todas as forças para se soltar tentando não afogar depois senti-a perder pouco a pouco essa energia por não conseguir respirar, no momento em que me vim libertei-a, estava quase a perder os sentidos, Marco continuava imóvel, assustado, Marta  abraçou-me e disse-me “sabia que tinhas tudo controlado, sei que posso confiar em ti”.

Olhámos Marco e vimos que adorou, Marta  disse-lhe, com um tom de ordem muito claro, o que me fizeste quero fazer á tua mulher. Marco gaguejou qualquer coisa, mas Marta  não lhe deu tempo e continuou, vais entrar dentro de casa, vais ter com ela ao quarto, deixas a porta aberta e a luz apagada, começas a excita-la depois amarra-a á cama mão e pés, a meio eu vou ter contigo, Marco estava em pânico mas levado pelo que tinha visto,pelo medo, pela vergonha, pela tesão obedeceu sem pensar, entrou no quarto começou a beijar a mulher que o rejeitava ao inicio, primeiro com ciúmes e depois porque dizia que não queria fazer nada com as visitas em casa, mas Marco confortou-a dizendo que já tínhamos saído. Com um pouco de insistência aquela barriguinha sexy acabou por ceder, Marco despiu-a beijou-a e com os lençois começou a amarrar a mulher á cama, a gravidazinha não queria ao inicio e fez algumas piadas sobre estas vontades estranhas terem algo a ver com a visita da sua amiga, mas acabou por ceder á tesão do marido, Marco chupava-lha aquelas mamas que acolhiam o leite sagrado e as suas mãos percorriam a barriga redonda, estavam os dois a ter uma aventura nova, ele a de ser visto em publico com a mulher e ela a de estar amarrada, submissa. Marta entrou devagar e puxou Marco por um pé, este saiu de cima da sua esposa e ajoelhou-se em frente daquelas pernas abertas como prontas para serem vistas por um ginecólogo, ao seu lado estava Marta, que no lugar de Marco enfiou a língua naquela rata prenha e lambeu-a deliciando-se com o sabor, saboreando cada gemido e sentindo o nervosismo de Marco em ser descoberto, Marta enfiou depois um dedo e outro ainda, a gravida adorava, mas não chegava, fez sinal a marco para comer a mulher á bruta e este obedeceu, eu aproximei-me e tapei a boca da mulher por uns segundos, Marco fodia-a de forma intensa, ela com a dificuldade de respirar junta com a sensibilidade da gravidez sentiu-se em extase com a sensação de várias mãos no seu corpo teve um orgasmo brutal, gritou de tal forma no mesmo momento que tirei a mão da sua boca que nem sentiu o pequeno corte que Marta  tinha feito no seu pescoço, quando veio a si a grávida sentiu de novo as várias mãos e bocas percorrerem o seu corpo, assustada tentou libertar-se e sentiu Marta  que lhe lambia o sangue que escorria, Marco não sabia o que fazer, acendeu a luz… e a Luz foi Sombra para aquela grávida inocente que pensando de estar na intimidade com o seu marido atingiu o seu maior orgasmo na escuridão do sexo estranho e abstracto… olhava-nos assustada e nós não sabíamos bem o que dizer, então Marta  disse, o teu marido chegou ao jardim depois de te deitares e fodeu-me, bateu-me e tentou-me afogar junto com o meu marido, no fim disse-lhe que se me fez essas maldades a mim teria que as fazer a ti e ele concordou… A gravida, que escorria esperma da vagina e sangue do pescoço perguntou se assim foi e Marco soltou o seu habitual e irritante “sim”…Marta  confortou-a lambendo e chupando o Sangue que escorria e eu penetreia enquanto a soltava, aquela barriguinha estava excitada e quis mostrar ao marido como podia ser uma puta como as suas amigas, sentia-se suja mas não parava de pedir mais…Marco sentou-se a ver a sua mulher ser devorada pela nossa escuridão.

 

No dia seguinte não falamos do que tinha acontecido, mas ambos sabíamos que só abriu o apetite.

 

Eu continuava a reviver o corpo de Marta a apagar-se sem ar enquanto a penetrava na piscina, continuava a sentir aquele corpo estranho de mulher grávida a lutar para respirar e não conseguia evitar de ficar com tesão cada vez que me lembrava que no momento em que arriscavam de ficar sem ar tinham atingido um orgasmo intenso, pensava que no fundo elas adoravam ter alguém que as fodesse enquanto decidia pelas suas vidas, era como se fossem fodidas por Deus em pessoa com o poder de vida e da morte.

Não sei o que pensava Marta, mas dois dias depois disse, quero mais, quero ir mais longe.

O que se passou depois?

Decidimos fazer um ritual como tinha descrito “Ba’al” mas sem matar ninguém, pelo menos esse era o plano original. Reservamos um quarto no hotel Sana em Sesimbra e convidamos para jantar uma amiga de Marta  meio alternativa para ser o nosso primeiro ensaio, durante o dia preparamos o quarto, velas brancas em circulo ao redor da cama branca, uma cruz invertida em pétalas de rosa sobre a cama 4 algemas ligadas duas á cabeceira e duas aos pés da cama e 3 calices de prata, tudo estava pronto… chegou a sua amiga, Ana, jantámos no restaurante do hotel uns maravilhosos bifes com molho de menta regados com 4 garrafas de tinto granja amareleja, com uma magnifica vista para o intenso oceano, rimos e flirtamos entre os três, comemos uma mousse de chocolate e uns morangos com chantilly, seguidos de café e de uma licor de hidromel e por fim subimos para o quarto.. Marta  tomou as rédeas com a amiga, disse-lhe despe-te quero ver o teu corpo nu antes de propor um brinde especial, Ana despiu-se, Marta  fez um pequeno corte no seu pulso e deixou cair algumas gotas de sangue dentro de cada um dos 3 calices, depois disse a Ana de fazer o mesmo… Ana levantou o braço meio confusa mas excitada, Marta  desferiu um pequeno corte e versou o sangue eu enchi os 3 calices de prata que continham as gotas de sangue com vinho, erguemos os copos e brindamos a “um novo inicio”… bebemos… depois de uma troca de beijos entre nós Marta  empurrou a Ana para a cama, com as algemas ligámos Ana, assim que a penetrei quis sufoca-la, Ana assustada tentava sair não conseguia gritar com a minha mão na sua boca, Marta  fez-lhe um corte no baixo ventre e chupava-lhe o sangue enquanto me via penetrar a sua amiga.. Ana perdia sangue, não respirava e começava a perder as forças, a única coisa que a mantinha acordada era a adrenalina daquela estranha forma de sexualidade misturada com uma grande dose de medo, começou a perder as forças, desmaiou… em pânico tentámos reanima-la, felizmente com sucesso… Ana foi embora, nunca mais a vimos, nós ficámos em silêncio, frustrados, revoltados, desapontados por termos falhado, por ter sido ridículo, quase infantil como dois putos que tenta fumar a primeira ganza e deixam cair tudo ao enrolar e então desistem para voltar a fumar tabaco… Durante dias não nos falámos nem nos vimos sequer, não suportava-mos a ideia de enfrentar o que tínhamos feito, sentíamos-nos falhados e incapazes de ir até ao fundo na nossa loucura.
  

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capitulo 7

Vamos passear? Acho que me fazia bem uma pausa e gostava de conhecer melhor a cote d’azur.
Óptima ideia, aviso-a que gosto de andar a pé por isso aconselho-a a não levar saltos altos.
Nesse caso vou mesmo assim de fato de treino. Pode ser?
Claro que sim, vou então calçar algo mais confortável para caminhar e vou também assim vestido, não gosto muito deste fato de treino mas… precisa de alguma coisa?
Não, eu estou pronta.
Quando saímos o portão de casa viramos á direita e caminhamos direcção a Antibes, passamos pela praia que já estava cheia, vimos os miúdos que começavam as aulas de vela, Sabrina dizia que nunca tinha visto uma agua assim azul e uma areia tão branca, continuamos até ao velho forte e seguimos pela muralha antigas do castelo sempre ao longo do mar onde cada casa era colorida e decorada em sintonia com aquele azul, seguimos até ao Porto de Antibes onde estão provavelmente os melhores yates de toda a riviera francesa lado a lado com pequenas embarcações de pesca tradicional e pequenas bancas que vendem o peixe apenas pescado, subimos então em direcção ao velho mercado cheio de cores e perfumes rodeado por pequenos restaurantes típicos com as esplanadas cheias de turistas, passeamos pelas ruas e vielas da velha Antibes, casas cheia de flores nas varandas e janelas um autentico postal turístico a cada esquina, não admira que Picasso tivesse por lá ficado, é apaixonante a cada passo. Eu e Sabrina parecia-mos um casal de namorados entre brincadeiras e sorrisos, ela roubava flores como uma criança, saltava, corria e eu sorria maravilhado. Sentamos-nos numa esplanada a beber um chá de jasmim e a comer uns croissants maravilhosos como só os franceses sabem fazer.
Sabe-me bem estar contigo aqui, gostava de te ter encontrado por acaso, sem esta entrevista, sem esta história, sem sombras, sem passado… sei que quase nos beijamos ontem á noite, lembro-me bem desse momento, tive vontade… a cada passo desta entrevista despertam em mim novos sentimentos, contraditórios mas igualmente intensos.
O Passado… o passado é uma sombra em cada um de nós e como já te disse antes, só com Amor eliminas as sombras, se escreveres o futuro com Amor terás um passado mais luminoso.
Também tive vontade de te beijar. Despir-te e ver o teu corpo deitado naquela cama foi tortura, esta manha sentir o teu perfume sem te agarrar foi difícil, ver-te recolher flores e não te beijar…
Escreve a história sem julgar e não me conheças pelo que te conto ou pelo que ouviste contar, conhece-me pela forma como te trato, e pelo que faço. como se costuma dizer na vida quando o destino nos bate à porta não devemos perguntar quem foste, devemos perguntar quem és.
Não vai ser fácil mas prometo que vou tentar…
Seguimos então o nosso passeio pela boulevard de Gaulle em direção ao mar e continuamos pela Albert première em direção a casa, ao chegar à porta de casa não parei, disse:
vem, quero mostrar-te um dos meus segredos.
Continuámos por mais 500 metros até encontrar uma pequena estrada de terra batida que seguia o longo mar em direção à “plage galloupe”, depois de cerca de 300 metros nessa pequena estrada onde a natureza era ainda virgem encontramos uma pequena praia escondida pelas rochas, o areal era pequeno cerca de 60 metros quadrados mas o mar era azul como em poucos sitio da Cotê D’azur e não existiam vestígios de civilização, nada de barcos pequenos nem yates luxuosos, nada de ruido dos carros, não existiam pessoas irritantes, só o grito estridente de um ou outro pássaro que em plena primavera cortejava a sua fêmea.
Vamos? A água nesta altura do ano está com uma temperatura deliciosamente quente.
Enquanto fiz este convite despi-me ficando em boxers, sabrina imitou-me ficando num maravilhoso traje composto por uma cuequinha branca de algodão e um sutien a condizer.
Quero sentir esta agua no meu… corpo.
disse soltando um sorriso sincero e hipnotizante enquanto deixava cair o seu sutien, despiu-se completamente revelando sem pudor aquele corpo divino capaz de santificar um demónio através do amor e entrou na agua, imitei-a, nadámos como dois adolescentes que faltam a primeira vez ás aulas sem autorização para irem nadar para a praia, por fim Sabrina olhou-me, de modo diferente provocador mas com um fundo de amor, sorriu com maldade mas inspirada num sentimento puro, aproximei-me, os nossos lábios tocaram-se enquanto os nossos braços envolviam os nossos corpos num abraço de saudade de quem abraça algo que faz parte de si, beijamos-nos calorosamente numa troca de sentimentos através daquele contacto carnal, os nossos corpos eram puxados pelos braços contrários de tal forma que senti a minha carne fundir-se com a sua, senti então as pernas de Sabrina que se enrolavam à minha cintura e através daquela agua quente senti o calor que saía de dentro de si, penetrei Sabrina e senti-a cavalgar lentamente, durante este tempo os nossos lábios nunca se separavam e os beijos seguiam o ritmo da penetração… Sabrina deixou então o seu corpo morto a boiar na agua e eu segurava-a com os dois braços enquanto a beijava.
Amo-te, acho que te amei desde de que te vi, talvez te amasse já antes de ter chegado… que sentimento de paz, já reparaste que este céu tem a mesma cor do mar e se olhares o horizonte não distingues onde acaba um e começa outro e no entanto são tão diferentes. Sinto-me assim desde que cheguei, somos dois seres diferentes como o Céu e o Mar e no entanto não sei onde acabo eu e começas tu, olho para o teu corpo e vejo-o meu, olho para a minha cintura e vejo a tua mão que me envolve.
Eu ouvia Sabrina enquanto via aquele corpo que boiava nas águas cristalinas apoiada nas minhas mãos, via o fruto do meu desejo e percebia tudo o que me dizia, sentia-o de igual modo, voltei a puxar Sabrina para mim e envolvi os meus braços abraçando o seu corpo, beijamos-nos de novo e assim ficamos, remetidos ao mais sagrado dos silêncios. O Silêncio da compreensão, o silencio da fusão de dois corpos, silêncio do encontro de duas Almas distintas que no entanto num passado distante já foram uma única Alma, um silêncio que abafa todo o ruído do mundo e nos eleva como transportados dentro de uma bola de sabão à Santidade do Amor. Amo essas palavras ditas num silêncio de quem grita sem voz.. Mais importante do que se diz pode ser a intensidade do silêncio…
Passeámos então por mais quinhentos metros nesse caminho por entre ravinas estreitas num caminho se não secreto pelo menos pouco conhecido feito de uma paisagem maravilhosa entre o Mar e as flores da Provence, até um pequeníssimo altar que passa quase despercebido a quem possa por ali passar, uma pequena homenagem ao Mar.
Poucas devem ser as pessoas que aqui vem rezar, tirando eu que venho todas as semanas para falar comigo mesmo neste sitio de paz. Não sei quem terá realizado este altar nem com que objectivo, talvez algum pescador, não sei, mas queria que te sentasses e te deixasses envolver por todo este grande Manto Branco que o Mar te oferece.
Sabrina sentou-se, de pernas cruzadas e assim ficou, imóvel por meia hora, talvez a meditar, talvez mergulhada no nosso silêncio.
Obrigado… sei porque o fizeste, obrigado por me quereres proteger.
Beijou-me de novo…
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